A noite começou com o Colectivo do Sal que esteve a actuar por cerca de duas horas. Os artistas do conjunto saíram de palco com alguma emoção. Entre vozes femininas e masculinas, os jovens talentos interpretaram na sua maior temas já conhecidos do público cabo-verdiano, não só nacionais mas também estrangeiros. Esteve em palco a banda Cabossom e bem como os jovens talentos, Cleidy Sousa, Lucineida Fortes, Queilidénia Silva, Juari Livramento, Adilson Andrade e Casemiro Rodrigues.

Já passava das 23h00 quando a banda mindelense Black Side entrou em palco. Os são vicentinos apresentaram vários temas com um bocado de reggae mas também de hip hop. Esta é a segunda vez do grupo no Festival de Santa Maria. Nilton Gomes, mais conhecido por Tó, revela que o colectivo que tem programados concertos pelas ilhas. Quanto a um novo trabalho ainda não há data prevista. É o caso para dizer "Black Side já voltá".

São o grupo sensação deste verão. Os Cordas do Sol já percorreram o país de lés a lés e marcaram presença em todos os festivais nacionais deste ano. E o grupo de Santo Antão não tenciona tirar férias.  No próximo mês a banda vai para o Oriente onde vai dar um concerto em Macau, pela primeira vez. A actuação dos Cordas do Sol foi muito aplaudida e os fãs presentes acompanharam quase todos os temas do conjunto, entre eles o sucesso Mnine d'Rua, música candidata aos prémios MOAMAs - Museke Online African Music Awards, este ano.

Outra presença assídua nos festivais nacionais tem sido Gil Semedo. O “sempri líder” mantém a mesma popularidade de há 20 anos já que por onde passa é sempre acarinhado pelos fãs. A actuação do cantor foi a mais aplaudida do evento. 

 

A noite serviu para relembrar os 20 anos carreira do cantor. Em palco aproveitou-se para cantar os parabéns ao Djoy Delgado que desde 1991 está com o Gil  e fez anos no sábado. Vários sucessos foram interpretados por Gil, entre eles Rabola bu Carambola, numa noite que acabou com cutorno. Uma noite que Gil considerou um "sucesso".

E o encerramento do festival que terminou às 6h30 ficou a cargo do reggae-man Tiken Jah Fakoly, pela primeira vez no festival. Cheio de energia e sempre preocupado em passar uma mensagem para além da música. "África não é o que aparece na televisão", ouviu-se entre as rimas de cantor da Costa de Marfim. Mas de resto este já é o estilo habitual deste artista que é conhecido por ter a preocupação de passar uma mensagem de consciência social. O artista foi muito acarinhado pelos imigrantes da costa africana residentes no Sal. 

A nível musical, o vereador da cultura Mário Lopes considerou o festival como "excelente". Questionado sobre a possibilidade de mudança de data do festival, hipótese colocada no ano passado devido à chuva, o vereador explica a complexidade de uma operação desta natureza, também porque poderá "descaracterizar o festival" devido ao facto deste evento estar associado às festas do município do Sal, a 15 de Setembro. 

Apesar de não ter havido transmissão televisiva em directo, todos os concertos do Festival foram projectados num ecrã lateral ao palco, facilitando assim o visionamento para os que estavam mais longe.

 

 

Segundo informações apuradas junto das fontes policiais, não houve incidentes dignos de registo. Terão passado aproximadamente 15 mil pessoas em cada um dos dias.

 

De referir ainda que o edil salense, Jorge Figueiredo, esteve ausente hoje do recinto do festival, fazendo-se representar pela equipa de vereadores da Câmara Municipal.

 

 

 

 

 

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