Os dois jovens artistas , que conforme informações avançadas fundaram um grupo e depois se separaram e que actualmente se acusam mutuamente de um ter roubado a letra do outro (“Mama n’bua”), voltaram a criar rivalidades entre os seus fãs, tendo cada um apresentado do seu jeito o seu performance no palco.

Antes de subir ao palco, o jovem Tranka Fulha, contrariamente ao seu “rival”, voltou a surpreender o público ao entrar no palco de “discípulo”, depois de estar numa das montanhas, nas medições do recinto do certame, ou seja, Estádio Municipal de Calheta.

Curiosos e sem saberem onde se encontrava o ídolo, os fãs já tinham os telemóveis a postos para registarem cada momento da entrada deste artista que vive na cidade da Praia e conhecido pelas suas entradas “exóticas” nos palcos.

Mas, antes das suas actuações, o certame, inicialmente agendado para começar às 22:00, registou um atraso mais de duas horas, tendo principiado por volta das 00:30, com actuação de talentos locais denominado “All Star Calheta”.

Os “All Star Calheta” estiveram no palco durante 50 minutos , perante uma “presença discreta” de festivaleiros. Depois seguiu-se as actuações de Young Rappers e Djacy Silva, que deram lugar a Solange Cesarovna que, em estreia, teve um repertório com vários géneros musicais de Cabo Verde desde funaná e coladeira, com destaque para a morna, candidata a património da humanidade.

Aliás, a jovem que prepara um novo trabalho discográfico encerou a sua participação ao som da música “Força de Kretcheu” , em homenagem a Eugénio Tavares, tendo o público mostrado conhecedor desta morna feita pelo poeta bravense.

Solange Cesarovna pediu aplausos durante um minuto numa “torcida” para que a morna seja classificada Património Imaterial da Humanidade.

Seguiu-se depois a actuação do artista Mito Kaskasm, que já tinha pisado o palco do Festival da Calheta, que em menos de 40 minutos apresentou os seus “hits” de sucessos como “Tcheru Maleta”, “Marmelada”, “Spreta”, entre outros temas, tendo terminado a sua actuação por volta das 04:35, ao som de “Oh Deus nhu lebam so si”.

O artista, que viajou logo de seguida para Santo Antão, para participar num festival naquela ilha, deu lugar ao jovem músico e produtor cabo-verdiano Gilson Furtado, radicado em Portugal.

O artista, natural do concelho de Santa Catarina, que pisa pela primeira vez o palco deste certame , organizado pela edilidade micaelense, no âmbito das festividades da cidade, Nossa Senhora do Socorro, assinalado a 15 de Agosto, fez o público cantar todas as músicas apresentadas no show do seu novo CD intitulado “É possível”, com destaque para “Bem ser di meu”, “Hoje tem”, “Duas caras”, entre outras.

No final, Gilson Furtado, mostrou-se satisfeito com a sua actuação, tendo em conta que o público cantou todas as suas músicas.
Logo de seguida, perto das 06:00 e com o sol a raiar, eis que entra Zé Espanhol, para “esquentar” os festivaleiros, que aguardavam pelos “artistas rivais” MC Prego Prego e Tranka Fulha, considerados destaques do primeiro dia do festival de música.

Durante menos de 30 minutos, o artista que vai lançar novo single “É só Fla Fla” do seu novo trabalho discográfico, a ser lançado em meados de Dezembro ou início de Janeiro, revistou alguns dos seus sucessos, tendo feito o público dançar e tirar o pé do chão.

Depois das 06:30, sobe ao palco MC Prego Prego, um dos artistas mais aguardado do primeiro dia, que com a sua performance e suas “indirectas” ao seu rival MC Tranka Fulha, com “casa cheia”, levou o público ao delírio, sobretudo os seus fãs que o considera “melhor” que o seu “rival”.

O público, que estava “expectante” de como ele ia entrar no palco, no entanto, não se decepcionou, tendo em conta que MC Prego Prego , ao som dos “hits” de sucesso como “Djo mama djo bua”, “Agu na Boca” e “Prego Prego”, fez o público vibrar e cantar todas estas músicas, além de vários improvisos numa “indirecta” ao seu rival MC Tranka Fulha.

Após a apresentação, dando lugar ao Veiga Brown, que tem feito sucesso com a música “Borboleta”, MC Prego Prego explicou à Inforpress que a sua preocupação é cantar bem no palco como acredita que o fez hoje, durante a sua actuação e não entrar no palco de forma “exótica”.

Como esperado, o MC Tranka Fulha, que com o mesmo público do seu “rival” , surge descendo de uma montanha vestido de uma batina (branca) e com um cajado (de pau de pinheiro) afirmando ser um “discípulo”, para delírio dos fãs.

Com casa cheia, o jovem artista conseguiu fazer vibrar o público que cantava todos os seus “hits de sucessos, designadamente “Mama n’bua”, “Ramedi Kornu”, “Lembra tempo” e “Rabida panela”.

MC Tranka Fulha deixou o palco antes das 08:00, dando lugar ao grupo Ferro Gaita, que subiu ao palco depois de ‘sound check’ e que encontrou o recinto com uma “presença discreta” de festivaleiros, tendo fechado o primeiro dia do Festival de Calheta 2019 ao som de funaná, já por volta das 09:30.

Para este sábado, a abertura do certame vai estar novamente a cargo dos talentos locais denominados “All Star Calheta”, seguindo-se Su Boss, Young Problem, Trakinuz, Tony Fick, Denis Graça, e o encerramento vai estar a cargo de Big-Z Patronato.

A animação musical do certame, à semelhança do primeiro dia, vai estar a cargo do DJ Mestre, vindo directamente de Portugal.

A Polícia Nacional informou à Inforpress, não obstante algumas detenções para averiguações, que tudo decorreu na “normalidade” e sem nada de realce, tendo em conta que o Centro de Saúde local não tem registo de feridos.

As festividades da cidade, Nossa Senhora do Socorro, assinalado no próximo dia 15 Agosto, culminarão com uma missa em honra a santa.

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