Jefferson Gomes e Sandra Lima, os apresentadores desta edição do Festival de Santa Maria, abriram o palco às 22h30. Ay Tecla 2, jovem da casa, foi o primeiro a actuar para o público já composto, acompanhado de um Dj.

 

Ay Tecla 2 pertencia ao grupo salense Tecla 2 mas recentemente lançou-se a solo. No festival chegou acompanhado por duas bailarinas que ajudaram a fazer festa.  O artista pediu no final que todos os presentes homenageassem de forma “sentida mas alegre”, com um coração, todos aqueles que já partiram.

Sem muita demora seguiu-se o colectivo Cabossom constituído por oito elementos. O grupo sobejamente conhecido na ilha mostrou-se satisfeito no final da actuação. “Estava tudo bom, o público correspondeu de forma muito positiva”, disse Flávio, vocalista. O grupo que fez a esteia de um tema próprio no festival promete para o futuro próximo novidades. “Estamos a trabalhar num projecto e esperamos em breve lançar um trabalho nosso e conseguir os nossos objectivos”, concluiu.

O show de Vlú e sua banda começou perto da uma hora da manhã. As sonoridades da ilha do monte cara invadiram o recinto ficar parado foi tarefa quase impossível. Sentiu-se cheirinho a Carnaval em Setembro. “Bá pu diab” fechou o concerto com o público a cantar em coro.

Esta edição do festival representa para Dynamo, “mucin de Sal”, uma estreia. O jovem que pertencia ao grupo salense C4 canta desde 2012 a solo. “Já tinha actuado no festival mas com os C4. Enquanto Dynamo foi a primeira vez e não tenho palavras que expressar o que sinto. Foi muito nice.”, disse no final. Ao palco do festival, Dynamo levou temas do seu mais recente trabalho “One” mas a meio do repertório lembrou velhos tempos.  Para fechar, o tema que todos esperavam. “Princesa” derreteu as fãs do cantor. 

 

À semelhança do primeiro dia, Dj Muly, convidado que veio de Barcelona, animou o intervalo que antecedeu a actuação de Afrika Raimbow.

As batidas do ‘Urban music’ deram lugar aos sons do reggae crioulo. O grupo constituído por cabo-verdianos residentes nos EUA com 10 anos de carreira apresentou temas do trabalho que acaba de lançar, “Identidadi”, o primeiro do grupo. “Já nos tinham dito que os salenses gostam de reggae e mostraram isso mesmo”, disse.

 

A previsão era de que Jorge Neto fecharia o festival mas o senhor do “Uauuh”acabou por actuar logo de seguida deixando para o fim os Tabanka Djazz.  Segundo o artista, a última vez que tinha estado no festival de Santa Maria fê-lo com os Livity. No final mostrou-se agradado com o feedback que recebeu do público que o esperou até às 5h30. Durante uma hora Jorge Neto mostrou o que de melhor sabe fazer deixando Santa Maria completamente rendida. Para breve promete novo trabalho discográfico “com muitas surpresas”.

Jorge Neto elevou a fasquia mas o grupo guineense não deixou os créditos em mãos alheias. Poucos minutos faltavam para as 7 horas da manhã quando começaram o show. Apesar do avançar da hora a praia mantinha-se recheada. Muitos guineenses residentes na ilha mas também cabo-verdianos vibraram, incansáveis, com temas mais antigos dos Tabanka Djaz mas também com músicas do último álbum, “Depois do silêncio”.

Na recta final de dois dias de festival, o vereador da cultura da CMS Ildo Rocha fez um balanço positivo, aplaudindo a qualidade dos artistas e salientando o (bom) comportamento do público do certame.

A Cruz Vermelha, que no segundo dia do festival a fez testes de HIV no posto móvel, fala em noite tranquila apenas com registos de pequenas escoriações, sem ferimentos graves. “Foi um festival marcado pelo civismo tanto do público no recinto como nas estradas”, garante a Cruz Vermelha.

 

A 24ª edição do Festival de Santa Maria que teve como lema “Praia de Santa Maria, Património de nos tud” cumpre a tradição e chega assim ao fim às 8 horas da manhã.

 

Os melhores momentos da noite em imagens, AQUI.

 

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