Até Sol a pique as pessoas não arredaram pé do areal, assistindo ao Dance House, grupo constituído por Jorge Neto, ao seu estilo, fazendo ecoar o seu famoso e estrondoso “uau”, William Araújo, Riky Man e Jim Rama, que fecha o primeiro dia do festival, extasiando a multidão que dançando, gritando e pulando, ansiava por mais.

Mas antes, como habitualmente, a Banda Municipal abre o certame musical que este ano tem como pano de fundo “Uma nova consciência ambiental, aliado ao lema de destaque “Morna a Património da Humanidade”, com chave de ouro.

O evento prossegue, com a banda Veterania, animada pelas vozes de Horácio Delgado, Betino Ribeiro, Milú Funaná, e Virgínia Rocha.

Depois, vem Rubera Roots, entrando de seguida, um projecto inédito Hip Hop Top com Batchart, Rapaz 100 Juiz e Hélio Batalha, pela primeira vez no mesmo palco, encantando o público que com eles, também, cantavam as suas músicas, provocando uma interação interessante.

A caminhar para as cinco horas da manhã, C4 Pedro (Angola) entra ao som de “Estragar” ao mesmo tempo que pedia ao público, homens e mulheres, cada um por sua vez, a colocarem as mãos para cima, numa empatia total.

Momentos depois vem a dupla Supa Aquad, o esquadrão de dancehall que tem raízes cabo-verdianas, a um estilo de música oriundo da Jamaica, faz o público vibrar, que sacudindo-se no areal, não se deixou vencer pelo cansaço.

Dance House entra em cena, que apesar do Sol bem alto faz “explodir”, a malta jovem, especialmente, dando nota positiva ao espetáculo do primeiro dia, aguardando com ansiedade pela chegada de Richie Campbell & 911 Band, Fantan Mojah e Lejema que vão logo à noite fazer cair o pano deste festival 2019.

Porém, “Sal da ilha”, um espaço reservado aos artistas locais que habitualmente animam as noites culturais na ilha do Sal, nos hotéis, desta vez formado por Lito, Soraia Castelo, Caroline Tomar e Bruno Rodrigues vão ter, igualmente, a responsabilidade excitar o pessoal.

E, em homenagem a morna, Tito Paris, Cremilda Medina, Solange e Leonel Almeida, fazem a abertura do segundo e último dia da 29ª edição do Festival Santa Maria.

Conforme reza a história, o Festival da Praia de Santa Maria surgiu da iniciativa popular como forma de entretenimento, sem muitos preparativos e, aos poucos, foi ganhando dimensão para aquilo que é hoje conhecido.

Num primeiro momento, o objectivo era promover o espírito de convívio, as actuações tinham um carácter espontâneo, porém, em 1988 a Câmara Municipal do Sal resolveu institucionalizar o certame, e foi no dia 15 de Setembro desse ano, o Dia do Município e da padroeira da Paróquia do Sal, Nossa Senhora das Dores, no conhecido Pontão, onde se deu, oficialmente, o início ao primeiro Festival de Santa Maria.

Com o andar dos anos e a ganhar cada vez mais dimensão, é em 1997 que o festival abre as portas para o mundo, trazendo os primeiros artistas internacionais, aumentando assim a responsabilidade dos organizadores, dando mais credibilidade ao certame, e ao mesmo tempo aumentando as engenharias financeiras.

Actualmente, o Festival da Praia de Santa Maria está entre os maiores festivais realizados em Cabo Verde, e é habitualmente constituído por uma média de 12 apresentações musicais, concentradas num período de dois dias.

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