O segundo e último dia do certame, que se enquadra nas festividades do Dia do Município e santo padroeiro São Tiago Maior, assinado a 25 de Julho, inicialmente agendado para começar as 22:00, à semelhança do primeiro dia, registou atrasos, desta feita de uma hora e meia.

O festival, que contou com animação musical dos DJ Jumex e Krioulabeatz, apesar do atraso, não foi “ofuscado”, tendo em conta que o público respondeu presente em massa e encheu o areal muito antes das primeiras actuações principiadas às 23:30 [do sábado, 20], com talentos de Santa Cruz (Nuno do Guettoh, Rosilda Ramos e Zedyx ZtBoys).

Os talentos locais, que cantaram dois temas cada, entregaram o palco ao Romeu di Lurdis, que marca presença pela terceira vez no evento musical, por volta das 00:48, tendo iniciado o seu concerto ao som da música “Mudjer”, um dos temas conhecido do grande público, que deu prova que o sabia “de cor”.

O jovem artista e compositor praiense, que durante 30 minutos apresentou alguns dos temas do seu primeiro álbum “Amoransa”, considerou a sua actuação de um “momento marcante”, isto porque, segundo ele, encontrou um público dinâmico e que soube transmiti-lo o seu carinho.

Romeu di Lurdis, que vai estar a 14 de Agosto nos Mosteiros (Fogo), promete para “próximos meses” lançar uma música nova, que trará “mensagens que vão reforçar a identidade cultural e social” de cada cabo-verdiano.

Já por volta das 02:00, sobe ao palco o jovem rapper salvadorenho TrakinuZ , que com “casa cheia”, trouxe um novo estilo musical para o areal, o rap/hip hop crioulo, para o delírio dos festivaleiros, sobretudo os jovens.

Numa actuação de mais de 30 minutos, o artista, que esteve nomeado na categoria “Jovem Revelação” dos Cabo Verde Music Awards (CVMA) , apresentou os sucessos do seu EP “Sonhuz ta kontinua vivo”, como “Líder d’nha alkateia” e “Foriando”, entre outros, e ainda músicas novas.

Os fãs, que tiveram a oportunidade de cantarem as músicas de perto como o ídolo, tendo em conta que ele desceu ao areal e os que pularam as cancelas para ter com ele no palco, renderam-se ao jovem artista, que transmitia mensagem de que “Sonhuz ta kontinua vivo” (sonhos continuam vivos, em português), aliás, distribuiu t-shirt com tal mensagem.

Trakinuz, que prometeu para “breve” um CD, aproveitou a ocasião para apelar a união à volta do “rapper crioulo”, tendo cedido o palco por volta das 02:34 ao artista santa-cruzenses Odair Furtado, que o devolveu logo de seguida ao seu conterrâneo César Sanches, vindo o dos Estados Unidos.

O artista, que também esteve nomeado nos CVMA , na categoria “Artista Revelação”, aproveitou os seus 30 minutos para apresentar os sucessos do seu álbum “Dor de Amor” , conhecido do grande público.

Sanches, que promete um novo trabalho para “breve”, dançou, desceu do palco e cantou com os fãs, tendo jogado do palco t-shirt que vestia, óculos e boné , quase no final do ‘show’, que, segundo ele, foi ao encontro do que esperava.

Perto das 05:00, o rap crioulo regressava ao palco na voz do artista de Batchart , que por causa do “crioulo de São Vicente”, como ele próprio reconheceu, não conseguiu “muito do público”, mas entretanto mostrou-se satisfeito com o facto do mesmo conhecer as suas músicas e cantá-las com um “sotaque diferente”.

O rapper, que participa pela segunda vez no certame, sem “levantar muito o véu”, avançou à Inforpress que já tem um álbum pronto, limitando-se apenas a dizer que o mesmo conta com participações/colaborações de vários artistas e outros géneros musicais, mas que vai lançar “single a single”.

Com o sol a raiar, Veiga Brown, considerado “um dos artistas de momento de Santa Cruz”, fez vibrar o público que “não arredava o pé” no recinto com as suas músicas, que mesmo sendo “desconhecidas” do grande público, lá conseguiu “entreter” a maioria.

O artista santa-cruzense terminou a sua participação ao som de uma das suas músicas de sucesso local “Borbuleta”, cedendo o palco, depois das 06:00, ao seu conterrâneo Tony Fica, que era um dos artistas mais esperados da noite e que fez com que o areal mantivesse cheia, à sua espera.

O jovem artista, radicado em Portugal, além de cantar, “encantou” e levou o público e os fãs ao delírio ao longo dos 50 minutos, ao som de “Imagina”, “Dam fala” e “Pega Lumi”, entre outros do seu CD intitulado “Acredita”, lançado recentemente, aliás, todos do conhecimento do público e fãs.

Tony Fica, que pisa pela segunda vez o palco do seu “torrão”, cantou ainda a música “Amizade”, depois de um pedido de casamento no palco por parte de um casal de namorados, tendo terminado a sua participação ao som de “Nha Cutelo” , por volta das 07:00.

Logo de seguida e com a praia da Areia Grande ainda marcada pela “enchente de pessoas” sobe ao palco Beto Duarte , que ao longo da sua actuação, revisitou os grandes sucessos da sua careira como “Felicidade”, aliás, foi com este tema que deu o pontapé de saída do seu espectáculo de mais de 30 minutos.

O artista santa-cruzense, que tem marcado presença em outras edições do certame , foi sucedido pelos 2 Much que, em estreia, encontraram um público que conhecia as suas músicas, razão que levou os autores dos hits de sucessos como “Tá no limão”, a afirmarem que o “espectáculo foi ao encontro do que tinham preparado”.

Logo de seguida, depois das 08:30, entrou mais uma “prata da casa”, Blacka, que “incendiou” a praia de Areia Grande com vários hits de sucessos do seu álbum “Nos ki tem”, tema este do conhecimento do público.

O encerramento do segundo e último dia do certame, marcado pela “enchente de pessoas” deu-se à semelhança do primeiro dia depois das 10:00, desta feita, às 10:30 e esteve a cargo dos Ferro Gaita.

Ao canal de televisão Tiver , que fez a transmissão em directo dois dias do certame, o vereador da Cultura, Jaquelino Varela, fez um “balanço bastante positivo”, sublinhando que o plano montado para a segurança que foi definida como lema desta 27 ª edição do Festival da Praia de Areia Grande “foi cumprido”, referendo-se à proibição da entrada de garrafas e de crianças no recinto.

Por outro lado, o autarca reconheceu os atrasos criticados pelos festivaleiros, sobretudo na troca de artista no palco, tendo prometido trabalhar para que a situação possa ser corrigida nas próximas edições.

É que, segundo a mesma fonte, a organização definiu como meta 08:00 para término do certame, que terminou nos dois dias depois das 10:00.

Não obstante as críticas no que tange aos atrasos registados com a troca de artistas no palco, o público deu nota positiva ao certame, que segundo informações avançadas pela Polícia Nacional e Cruz Vermelha, decorreu na “normalidade” e sem nada de realce.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.