A qualidade do som, o atraso entre actuação dos artistas e ausência do fogo-de-artifício figuram entre as críticas às festividades do Dia do Município e da Bandeira de São Flipe, por centenas de pessoas que pagaram bilhete.

As pessoas que habitualmente se deslocam à praça do Presídio para assistir à queima do fogo-de-artifício que, desde 1996 faz parte integral do programa das festas, regressaram decepcionadas.

O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Luís Pires, explicou que a ausência de fogo-de-artifício se deveu a problemas com transporte marítimo entre a Praia e São Filipe, mas os festeiros não se mostram convencidos com a justificação já que, durante o período festivo, o fast ferry “Kriola”, garantiu ligação diária entre as duas cidades.

Meio a brincar, Luís Pires afirmou que “o calor do Fogo não quis que o fogo-de-artifício chegasse à ilha em tempo oportuno”.

Outro aspecto criticado pelo público foi a qualidade de som, assegurado este ano por uma empresa nova, ao que se junta a impaciência dos festeiros pelos cerca de 50 minutos de espera entre a actuação de um e outro, quarta-feira, principalmente após o concerto do cantor angolano Anselmo Ralph.

Entretanto, a noite ficou em parte salva com a presença em palco de Michael Montrond às 04:40, antes das actuações de Bob, Solange Cesarovna e Zeca di Nha Reinalda.

O mais forte descontentamento se verificou em relação à actuação da Neusa, que foi adiada para hoje à noite, sobretudo porque deveria aproveitar a presença em palco para gravar um CD no seu concelho natal.

No espírito dos presentes ficou com nota positiva o segundo dia do baile conjunto no Presídio em que actuaram Ferro Gaita, Djodji, Zé Delgado, Fatu Djakité e Don Kikas.

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