No palco dos 27 anos do município, exceto Maria de Barros e alguns artistas locais, todos os artistas convidados participaram, pela primeira vez, no evento e para outros esta foi a sua primeira oportunidade de vibrar com o público bravense.

A noite iniciou com Vuca Pinheiro, seguido de Maria de Barros que, com os seus temas tradicionais e pela quarta vez na ilha, fez o público vibrar e tirar os pés do chão.

Para esta artista, atuar na ilha é sempre uma “emoção muito forte”. Pois, fá-la lembrar das suas gentes, os seus familiares e o carinho demonstrado pelo público, deixa-a sempre com vontade de voltar.

O certame continuou com as vozes da Brava, que também fizeram o público mexer no ritmo mais tradicional.

Buguin Martins e Du Marthaz prosseguiram com as atuações da noite, e fizeram o público “tremer os pés” e fazer coro das suas músicas, algo que deixou estes artistas maravilhados, tendo em conta que estão no início da carreira e é a primeira vez na ilha.

Após muita euforia, com os sons destes artistas, Élida Almeida e a sua banda subiram ao palco, movimentando de tal forma o público e a euforia das pessoas fizeram com que a artista emocionasse e chorasse no palco, ato que, segundo a mesma, não se recorda de ter feito há muito tempo.

“Foi um ‘calor’ tão forte, que não me lembro de quando é que senti isso. As pessoas cantaram comigo do começo ao fim cada música”, disse Élida Almeida, acrescentando que quer voltar à ilha, não só para atuar, mas também para apreciar a beleza que a ilha oferece.

Para fechar com chave de ouro, subiu ao palco, por volta das 05:30, o artista Elji Beatzkilla que presenciou o quanto o público presente adora e conhece as suas músicas.

Este artista que também atuou na ilha pela primeira vez, considerou que a população bravense possui uma energia muito forte e confessou que não aguardava uma receção do tipo, mas que o espetáculo de hoje, levou-lhe a ter uma outra imagem do público bravense, tanto é que para satisfazer os fãs ficou cantando e dançando, tendo que sair do palco direto para o cais da Furna, para seguir viagem.

As pessoas presentes desde o início do festival e que amanheceram ao som do Elji Beatzkilla, saíram do evento “completamente satisfeitas”, não só com este artista, mas com todos os que passaram pelo palco na noite de domingo.

Em termos de ocorrências, o comandante da Esquadra Policial da Brava assegurou à Inforpress que o evento decorreu “na normalidade” e que não houve nenhum incidente.

Em modo de balanço, o presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, explicou à Inforpress que este ano apostaram em novos artistas para mostrar aos bravenses que a ilha pode também trazer novidades e não ficar à mercê dos mesmos artistas todos os anos.

Conforme o mesmo, a resposta e a disposição que o público demonstrou em cada atuação, atesta que este foi “um dos melhores festivais dos últimos anos”, realizado na ilha, no âmbito das festividades do município.

As atividades alusivas à festa do padroeiro Nho Sandjon continuam e hoje será realizada a entrega de presentes, o habitual toque de tambores, seguido da construção do mastro, a eucaristia em honra ao Santo, o tradicional almoço, o bote ao mastro, e à noite as atividades culturais prosseguem com o festival “amor pa (para) Cabo Verde”.