Zé Rui abriu a 21ª edição do Gamboa que começou com o colectivo All Star USA. O músico esteve em palco acompanhado pela banda do Kim Alves. Entre os temas interpretados pelo artista ouviu-se o popular "Triste é sabé" e outros temas da música tradicional. A abertura do festival para Zé Rui foi "um grande passo" e um momento especial, confessou o artista no final.

Seguiu-se Gutty, uma voz crioula que reside nos EUA. Esta é a segunda vez que a cantora sobe ao palco do Gamboa para cantar sonoridades tradicionais destas ilhas, aliás Gutty defendeu a música tradicional e a sua presença em festivais e eventos deste género.

O autor de "Dan na Vida", Dino Veiga, foi o terceiro artista a subir no palco do Gamboa. Esta é uma estreia para o artista oriundo da Cidade Velha mas também residente nos EUA. "Estou bastante satisfeito e contente", confessou Dino no final do show.

Isidora também passou pelo palco do Gamboa 2013. A cantora que recentemente lançou o single “Ben fika ku mi” actuou sob aplausos do público e recordou vários sucessos dos finais da década de 90. Sandro recordou que a todos que é preciso "Controla". Vestido com uma camisola "Boston Strong", o cantor quis prestar uma homenagem às vítimas do atentado bombista na maratona daquela cidade americana onde reside.

No final da actuação dos All Star USA, o Dj Bife mandou recado para o presidente dos EUA, Barack Obama. "Digam que a Praia continua a capital da sabura".

Depois da uma da manhã subiu ao palco o cantor Phillipe Monteiro. "Give it to me", pediu o artista e o público respondeu eufórico. O cantor de origem cabo-verdiana trouxe não só temas próprios mas também músicas de sucesso internacional como "Chop my money", "Alingo", entre outros. No final da noite, Phillipe afirmou estar satisfeito e que o público cabo-verdiano é dificil, "mesmo quando gosta não mostra muito".

Mas Phillipe Monteiro não veio sozinho. O cantor que reside no Senegal trouxe consigo dois convidados - Duggy Tee e Da Brains. A actuação dos artistas vindos do Senegal foi o momento que mais juntou o público junto ao palco.

A moldura humana no areal do Gamboa foi menor do que no ano anterior. Segundo a organização perto de 30 mil pessoas estiveram no recinto e arredores, o número de bilhetes vendidos só será conhecido após o evento.

O bloco All Star PALOP começou com a actuação do santomense Kalu Mendes. O artista interpretou temas da sua terra natal que tantos laços de proximidade tem com Cabo Verde. Para Kalu, a ideia do festival da Gamboa podia ser adaptada em São Tomé e Príncipe que tem falta de espectáculos para massas, segundo o cantor.

O cantor que não se esqueceu das raízes e das tradições cá da terra, Dino d'Santiago, subiu ao palco para dar ao público um cheirinho do seu disco "Eva". Para Dino esta foi uma estreia no festival da Gamboa. O cantor actuou na companhia de Rui Cruz e ainda com a Eunice, vocalista dos Kola Beat. Dino agradeceu o público presente no final e prometeu voltar em Junho para a apresentação do seu mais recente trabalho.

Um dos mais populares nomes da música guineense, Justino Delgado, entrou vestido a rigor em palco para delírio de alguns guineenses presentes na plateia. O cantor animou o público que já revelava algum cansaço.

A diva da marrabenta, Neyma, esteve animada em palco acompanhada por enérgicas dançarinas. Habituada aos grandes palcos, a cantora entrou preparada para o público nacional e até falou crioulo. No final Neyma revelou que apesar de ter gostado da actuação, a espera para entrar em palco foi um pouco desgastante. A artista moçambicana mostrou-se ainda disponível para participar noutros festivais nacionais.

E apesar do avançar da manhã, centenas de praienses ficaram para ver o angolano Don Kikas, que interpretou vários temas bem conhecidos do público crioulo, entre os quais "É sexta-feira". "Angolanamente sensual" ouviu-se no areal do Gamboa já com os primeiros raios de sol quase. Don Kikas revelou que o regresso ao festival da Gamboa é especial e que o público cabo-verdiano não desiludi. O artista angolano também mostrou-se a favor do "preço simbólico" que passou a ser cobrado pela entrada. Já sobre o formato de espectáculo dividido em blocos de artistas, Don Kikas diz que é aceitável.

Devido ao atraso inicial, o festival terminou já com o raiar do dia, algo pouco habitual para o Gamboa que desde alguns anos para esta edição passou a terminar por volta das 03h00 da manhã. Tanto a Polícia Nacional como a Cruz Vermelha não registaram incidentes de maior, referindo ambas as entidades que o primeiro dia do festival foi calmo.

Hoje sábado, dia 18, mais 14 artistas sobem ao palco do Gamboa, entre os quais o muito aguardado Gil Semedo.

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