A primeira interpretação da noite foi “Sodad” dos Irmãos Unidos. Com a energética sonoridade juvenil os jovens de Monte Sossego começaram a sua actuação prestando tributo à Cize.

Depois foi tempo de duetos, mesclando rap e balada, através das actuações dos V.I.P. e os Mad Rappers, esses que lançaram no dia 7 de Abril último, o mixtape intitulado “Mad City Vol. 1 - O regresso dos k não foram”, uma compilação de vinte músicas que já é um sucesso entre os jovens através das rádios nacionais e da internet.

Em entrevista ao SAPO, os representantes de ambos os grupos, que pela primeira vez actuaram no festival, confessaram terem realizado um sonho ao participarem num evento dessa envergadura, quanto mais seja numa edição dedicada à Cesária Évora.

Mindel Som actuou pela primeira vez no festival e apresentou uma miscelânea de estilos comtemplando o cabo zouk, baladas, ritmos brasileiros e raggae.

Por seu turno os Tucim Bedje, grupo oriundo de Ribeira Bote, quiseram trazer um cheirinho da manifestação artística peculiar do bairro, com os mandigas, presenças habituais no carnaval Mindelense. Paulo Blok confessou desiludido com o facto da organização ter reduzido a actuação do grupo para vinte e cinco dos sessenta minutos, previamente estipulados.

“Foi um espectáculo muito bom, gostei da forma como o público nos acompanhava – com boa vibração. Trouxemos muitas novidades, mas infelizmente não nos foi possível apresentar a maioria delas, uma vez que a organização diminuiu o tempo de actuação”, revelou.

Quanto aos Nova Ideia, mostraram-se satisfeitos com forma como a multidão os recebeu. O grupo, que já tem seis anos de estrada, confessou se sentir honrado em fazer parte do leque de artistas convidados para dar som e brilho a esta edição do festival da Baía.

“Qualquer artista sente que participar no festival Baía das Gatas é o reconhecimento do trabalho que temos vindo a fazer nos últimos seis anos. As nossas composições nada são além de homenagens que prestamos ao povo de São Vicente e, acredito, que por conta disso os são-vicentinos têm apreciado as nossa músicas, avançou House, vocalista do grupo que trouxe no seu repertório géneros como cabo zouk, balada e reggae.

Uma das actuações mais esperada da noite esteve a cargo de Djodje e Ricky Boy para o júbilo das meninas, principalmente. O grupo subiu ao palco para interpretar os temas que têm provocado furor entre os jovens. Com um repertório diversificado, a dupla viajou por géneros como zouk love, R&B, interpretando sucessos como “Promessa”, “Proibido” e “Eternamente”. O vento que se fazia sentir na Baía não foi suficiente para diminuir a alta temperatura com que as meninas ovacionavam a dupla, particularmente, quando interpretaram “N krê voltá”, primeira música gravada enquanto membro dos TC, e “Put me on fire”.

Continuando com a excentricidade e beleza dos jovens que marcaram presença no último dia do 28º festival do Baía das Gatas, Dani Santoz brindou a multidão com temas do seu segundo CD de originais. À actuação de Dani juntou-se Mirri Lobo, que em dueto com o jovem da ilha do Sal interpretou do tema “Bom sinal”.

A 28ª edição do festival Baía das Gatas foi encerrada com a tradicional participação de Vlú, artista que vem participando do evento desde o seu primeiro número, em 1984. Foi com a sua marca já conhecida e acompanhado pelos mandigas de Ribeira Bote, que Vlú fez vibrar o areal da Baía das Gatas com “Soncent ê bnit e Mindel ê nice”, “Oh Baby n´ta curti dob na bigode”, “Mi ê dod na bô” e “Nunca, ê too late”.

O festival ficou marcado pela ausência pouco habitual da lua cheia e por um cartaz maioritariamente local. A maior adesão do público foi sentida nos últimos dois dias, sem grandes registos de incidentes por parte do público. À adesão ao cartaz variou de dia para dia tendo como ponto alto a homenagem à Cesária Évora.

 

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