Pouco depois das 21 horas, José Leite subiu ao palco para saudar o recinto ainda pouco composto.

O grupo Vozes d’Alma fez as honras e mostrou a sua arte. Composto por 33 vozes e seis instrumentistas, o grupo mindelense deu início à sua actuação com duração de 40 minutos.

Vestidos todos de igual e com um toque do "pano di terra", desfilaram essencialmente mornas de outros tempos que foram, aos poucos, atraindo mais pessoas para perto do palco.

"Sentimos que fizémos um bom trabalho e o público correspondeu às nossas espectativas. Inclusivamente tínhamos preparado um repertório e quando vimos a reacção positiva do público  acrescentámos mais uma composição. Sempre que cantamos, cantamos com alma", disse no final Margarida Martins, responsável pelo grupo coral.

Vasco Martins e Sabine Kabongo trouxeram ao Baía um estilo diferente. Música 'de improviso' que cativou o público que já se fazia numeroso.  A dupla surpreendeu todos com a interpretação da música ‘Navio Navegá’ na voz da cantora belga. "Sinti uma ressonância invisível entre nós e o público principalmente quando interpretamos a morna e foi a nossa homenagem", disse Vasco Martins no fim da actuação.

A morna é a grande homenageada este ano e o estilo bem cabo-verdiano reinou com a actuação da Cesária Évora Orchestra.  A banda que acompanhou durante muitos anos Cesária Évora recordou os clássicos nas vozes de Nancy Vieira, Jeniffer Soledad e Nilza.

A seguir a banda manteve-se em palco e acompanhou diversas vozes da morna e do panorama musical nacional. Nilza e Naná estiveram nos coros.

A primeira voz a encantar o público foi a de Ceuzany. Com um look arrojado e a energia inesgotável a que já habituou os fãs interpretou três temas.

Neuza, Flor di Bila, pisou pela primeira vez e visivelmente feliz o palco do festival. "Sempre ouvi falar do festival Baía das Gatas e disse ‘ah um dia’... E hoje estou aqui. Obrigada Deus", exclamou.

Também Nha Kapa, Diva Barros, Nats, Jorge Sousa, Constantino Cardoso e Solange Cesarovna deram o seu contributo no tributo à morna.

O desfile de vozes só terminou já perto das três da manhã para dar lugar à actuação de Boss AC, sete anos depois da última vez no Baía.

No final da actuação da Cesária Évora Orchestra, Augusto Neves subiu ao palco para entregar o diploma de participação ao grupo e foi fortemente vaiado pelo público que estava mais próximo do palco.

Com cinco discos de originais editados, o Boss AC fechou em grande a primeira noite do festival. Iniciou a sua actuação com o sucesso “Stand up” e fez o público do Baía saltar.

“Sexta-feira” não podia faltar e todos cantaram em coro com o AC. Dedicou a música “Princesa” a todas as cabo-verdianas, “só amdjer bnitas” disse.

 

Fechou a noite com a música “Li ke terra” com o público ao rubro, eram quatro e meia da manha. No final do show manifestou-se feliz com a resposta dos presentes. "O melhor do Baía é mesmo este público", acrescentou.

 

Chegou assim ao fim o primeiro dia do Baía 2014, sem casa cheia.

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