O ponto alto do Grito Rock aconteceu este sábado, 23, com o festival de música, na Pracinha de Escola Grande, no Plateau.  Este ano, o homenageado foi o cantor e compositor Carlos Alberto Lopes Barbosa, mais conhecido por Kaká Barbosa. O evento também esteve associado ao  Movimento Civil 350 CV que visa sensibilizar a população para a causa ambiental.

A abertura do evento contou com a participação de WS Family, uma banda cabo-verdiana, da Praia, formada por 7 elementos, que subiu ao palco por volta das 18h00.

“Conseguimos comunicar com as nossas almas”, afirmou no final o responsável do grupo, Wilson Silva, que agradeceu a participação de todos no evento e afirmou esperar que a organização motive sempre os cantores cabo-verdianos a abrir as portas ao ritmo rock.

Momentos depois, num ambiente familiar e com a vibração do público subiu ao palco, o grupo Rockdilhas que apresentou várias músicas durante a atuação.

“Acredito que o Grito Rock veio para ficar e é uma oportunidade para os artistas aqui em Cabo Verde”, considerou um dos participantes do grupo.

Com as horas a passar e a ansiedade do público a aumentar, foi a vez dos Primitive, banda formada na Praia, de atuar no certame.

“É uma honra estar presente neste ponto alto do festival, uma vez que é e sempre será o prazer estar aqui neste palco e com este público vibrante” disse um dos fundadores do grupo, Bruce Silva.

Por volta das 21h00, a organização chamou ao palco o homenageado da noite, o músico Kaká Barbosa, para receber a sua estatueta nesta 7ª edição do festival.

“Foi com muita honra que recebi o troféu em nome de Cabo Verde e dos nossos artistas nesta noite de muita alegria”, afirmou o artista não escondendo a felicidade.

No final, o artista considerou que a atual edição estava a ser fantástica e cheia de surpresas. “Para mim a música é como uma estrada para se chegar à alma do povo”, afirmou o músico.

Por volta das 21h30, aproximando-se o fim do evento, chegou ao palco o grupo Lazywall, uma banda vinda diretamente de Marrocos que atuou por cerca de uma hora. O público foi rapidamente contagiado pela ritmo dos Lazywall.

De Mindelo chegaram os Black Side que rapidamente contagiaram o público que entrou no ritmo.

E para um fecho em grande do festival, subiu ao palco a Galiot Band, um grupo espanhol formado por 5 elementos e criado em setembro de 1988.

Mesmo apresentado-se num registo bastante heavy metal, a banda foi bem recebida pelo público e segundo o guitarrista do grupo Landelino, de nome artístico “droga”, a banda “gostou muito de estar em Cabo Verde”, nesta que foi a sua primeira vez no país.

Balanço positivo

Em conversa com o SAPO, um dos organizadores do evento César Freitas considera o balanço do evento deste ano é muito positivo, uma vez que tudo está melhor.

“Melhores instrumentos, técnicos, iluminação e imagens renovadas, sem esquecer da organização, que se encontra num ambiente tranquilo e familiar”.

Já Ricardo Teixeira, outro fundador do festival, o objetivo da organização é melhorar a cada ano nas atuações dos artistas. Mas para tal, salienta, que são precisos meios técnicos para que tudo esteja em perfeitas condições. “Sabemos que estes instrumentos não são baratos e para isso temos que contar com o apoio de todos”, finaliza.

NOTÍCIA ATUALIZADA A 28 DE MARÇO

Djamila Brito/ Estagiária

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