Esta foi a avaliação do público ouvido pela Inforpress, que, embora reduzido, não se sentiu inibido de festejar ao som de “boa música”, com artistas de diferentes estilos, que subiram ao palco no segundo dia deste festival da Cidade da Praia.
A responsabilidade de abrir o palco foi de Constantino Cardoso, que brindou o público com o seu repertório musical carnavalesco, fazendo a tímida assistência se aventurar num pé de samba.

O relógio marcava exatamente 23:29 quando  o segundo  grupo, os Ferro e Gaita, assumiu o comando do palco.

Antes de cantar “Rei de tabanca”,  Bino Branco, um dos integrantes da banda, fez saber ao público da Gamboa que Ferro Gaita é “louco” por ele.

Frase esta que alegrou os presentes que se encontravam no recinto, facto comprovado pelo “pé di badju” (pé de dança) que as mesmas deram em todas as músicas, recente e mais antigas, para lembrar tempos passados, cantadas por este conjunto de funaná.

Seguiu-se 2Much, dupla constituída por Carlos e Fábio, filhos de pais cabo-verdianos, nascidos em Portugal, mas que nas suas composições de géneros como Kizomba, Hip Hop e Afrobeat, retratam vivências da sociedade cabo-verdiana.

Além de gritar de contentamento, quando se ouviram os primeiros toques da música crioula dos 2Much o público foi ao delírio quando Blacka, sempre ao seu estilo, entrou em cena para “Um grog” e “Dia de festa” com a dupla.

Sempre querido pelo público praiense, Rick Man, por sua vez, brincou o público com hits do momento, nomeadamente “Dona do baile” e “Karanganhada”, para cantar este segundo esteve no palco Mitto Kaskas.

E como a festa era crioula, não poderia faltar uma boa “Catchupa Sab”.

Aliás este é o nome do último álbum de Boss AC, este pioneiro do rap português, de origem cabo-verdiana, cantou músicas do seu mais recente trabalho e também relembrou hits que marcaram gerações, tais como “Princesa”, por exemplo.

Os festivaleiros, embora poucos, aplaudiram e dançaram do começo ao fim desta atuação.

Para fechar o segundo dia do 27º Festival da Gamboa, o costa-marfinense  e naturalizado norte-americano Alpha Blondy que, apesar dos seus 66 anos esteve, quanto à energia e disposição, à altura do público jovem que se encontrava no festival.

Não faltou ainda o “habitual cheiro de marijuana”, que é sentido nos festivais em Cabo Verde, quando alguma banda de reggae vem atuar, aspeto que poderia ser evitado, segundo algumas pessoas.

Este conhecido nome do reggae africano e do mundo fez o público vibrar com os seus clássicos, entre os quais “Jerusalém”, o mais conhecido em Cabo Verde. Não faltou ainda mensagem a volta do civismo e contra a violência.

Alpha Blondy, que se fez acompanhar da sua banda Solar System, pediu paz para as crianças de todo mundo que são vítimas da guerra e do terrorismo e deixou uma mensagem para que as pessoas não usem o nome de Deus para estes fins.

O Gamboa 2019 chega ao fim no domingo com um espetáculo virado para os mais jovens, com animação com palhaços, arte circense, pintura facial, jogos tradicionais e brinquedos insufláveis, de entre outras iniciativas.

O Gamboa Jovem, de acordo com a organização, teve as  atuações de artistas como Romeu di Lurdes, Trakinuz, Ras Jahknow, Zé Espanhol e Hélio Batalha.

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