Para além do concerto do quarto filho de Bob Marley, considerado um dos “mais aguardados” da noite, sobretudo do público masculino destacaram-se também no segundo e último dia do festival todos os demais artistas do cartaz, sobretudo os artistas do kizomba/zouk Garry, Mika Mendes e Tony Fika que tiveram o público feminino do seu lado.

À semelhança do primeiro dia, o certame foi marcado pelo atraso, mas recompensado pela enchente que aguardava em fila para ter acesso ao recinto do espectáculo que principiou depois da meia noite, onde a abertura esteve a cargo do jovem artista local Levi´s Pereira, natural de Ribeira da Barca que permaneceu no palco até depois da 01:00.

Levi´s Pereira que já conta com vários ‘singles’ lançados no mercado, que, aliás, informou, tem sido bem aceite pelo público, destacou a forma “calorosa” como foi recebido pelo público e mostrou-se satisfeito pela sua primeira actuação num evento do tipo e com banda.

Feitas as honras da casa onde inicialmente estava prevista a actuação de um outro talento local Zé Badiu, mas que não aconteceu, foi anunciada a presença do artista santa-cruzense radicado em Portugal Moura.

Numa actuação de menos de 50 minutos este estreante fez o público “vibrar” a cada música, mas quando chegou a vez do tema “Mudjer Maguada” em parceria com Garry, uma música que dedicou às mulheres levou o público ao delírio, aliás, o cantor se despediu com a mesma de “forma emocionante” assim como as fãs.

No final do concerto, Moura que esteve emocionado durante toda a sua actuação, ao falar das últimas mortes registadas no país disse que estes acontecimentos o tem deixado preocupado, tendo em conta que outrora Cabo Verde não era assim.

Num momento mais feliz ao falar do carinho recebido pelo público, o artista prometeu “trabalhar mais” para continuar a agradar os fãs e o público.

Seguiu-se a actuação de mais um artista do kizomba Garry, que apesar da sua primeira vez no Festival de Nha Santa Catarina já era conhecido do público, tendo em conta a sua presença no Festival 13 de Maio e demais actividades realizadas em Assomada.

Desta vez para além dos seus sucessos, o também compositor apresentou mais três músicas novas, mormente “Casa ma mi”, “Nu bai mora djuntu” (funaná) e  “Disculpam”.

Os festivaleiros, que não se importaram com o frio, realmente vieram para ficar e não “arredaram o pé”, esperaram ansiosamente os demais artistas.

Relativamente ao frio, Garry, que cantou “Duas Caras” com Gilson Furtado e “Mudjer Maguada” com Moura, “esquentou” o recinto com funaná “Casa ma mi” que assim como demais músicas foi cantada pelo público, sobretudo feminino.

A mulherada não queria que Garry abandonasse o palco, e este atendeu a cada pedido de música, mas terminou a sua actuação por volta das 02:40 ao som do tema “Prova” para delírio dos fãs e público, onde teve “casa cheia”.

Garry mostrou-se surpreso com o facto de em menos de uma semana do lançamento da nova música “Disculpam” o público já o ter de cor. Confessou igualmente que não houve diferença em relação às outras duas últimas estadas em Assomada, ou seja, que o público esteve como sempre “vibrante” neste festival que considerou “simplesmente espectacular”.

Big-Z, também uma das atracções da noite, que já esteve outras vezes neste festival, subiu ao palco depois das 03:00 e ao som do hip hop crioulo “esquentou” o recinto com “Equilíbrio” nome que deu ao seu novo trabalho discográfico e fechou em “grande estilo” e também com “casa cheia” ao som de “Ka tem ninguém”, tendo feito os festivaleiros tirarem o pé do chão, mormente os adolescestes e jovens.

Seguiu-se Mika Mendes, um dos artistas “mais aguardados” da noite”, que com “casa cheia” entrou perto das 04:30, tendo encantado e levado o público ao delírio, com um repertório marcado pelas músicas de sucesso da sua carreira e do conhecimento do público, com destaque para Kizomba e músicas electrónicas.

Mas, quando se ouviu o som do tema “Acerta” numa parceria com Jennifer Dias, o público, sobretudo feminino que cantou e dançou a cada ritmo, foi ao delírio e recebeu a música aos gritos e fez o papel da artista que participou na edição de 2018.

No final da actuação, o artista cabo-verdiano radicado em Portugal, que destacou a assistência do público a cada performance, prometeu voltar à Assomada e um novo trabalho para 2020.

Para ele foi “grande honra” ter partilhado o palco do Festival Nha Santa Catarina, que pisou pela primeira vez com “grandes nomes” que actuaram durante os dois dias do certame, orçado em cerca de 20 mil contos e que este ano teve como palco o Estádio Muncipal de Cumbém.

Não há dúvidas de que um dos pontos mais altos do Festival Nha Santa Catarina aconteceu, quando foi anunciado a entrada do artista jamaicano e quarto filho de Bob Marley, Ky-Mani Marley, “o mais aguardado”, que foi recebido aos gritos pelos festivaleiros de todas as faixas etárias e sexo antes das 06:00.

Ki-Many Marley, realmente “esquentou” o recinto a cada música quer da sua autoria quer do seu pai Bob Marley, e viu o palco ser invadido por um fã.

O artista jamaicano, que gravou dois videoclips em Cabo Verde e que já marcou presença em outros festivais do país teve que satisfazer o público que pedia “mais e mais músicas” e terminou a sua actuação faltando pouco para as 07:00 com o sol a raiar ao som do “One Love” do seu pai.

Após um compasso de espera foi anunciada a artista tarrafalense radicada em Portugal Gama que revisitou as suas músicas de sucesso quer zouk e funaná, para ceder o palco a Tony Fika, que também é o responsável por fazer tanta gente esperar e manter a “casa cheia”.

À semelhança das demais actuações, este jovem artista de Saltos, e radicado em Portugal, que apresentou um repertório focado no seu mais recente CD “Acredita”, mais uma vez cantou, encantou e levou o público ao delírio.

Ao som de “Imagina”, “N´teni medu” e “Dam fala” que cantou com Gama, para delírio das fãs que as cantavam entre choros.

Tony Fica não ficou indiferente aos demais antecessores e “esquentou” o recinto com funaná com destaque para “Di meu”, tendo cedido o palco ao grupo Fidjus di Codé di Dona que com o fenómeno “cotxi pó” deu continuidade e “não houve queixa de frio” até o “cair do pano” de mais uma edição do Festival de Nha Santa Catarina.

De uma forma geral, o segundo e último dia do Festival Nha Santa Catarina foi marcada pela diversidade musical desde kizomba, electrónico, afro-house, reggae, funaná e “cotxi pó” terminou depois das 10:00 com “casa cheia” e com nota positiva do público e da organização.

As festividades do Dia da Santa Padroeira Santa Catarina e do Município, que comemora os seus 185 anos, esta segunda-feira, dia 25 de Novembro, culminarão com uma missa solene, em honra da santa, em Cruz Grande, no mesmo dia.

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