Para além do concerto deste jovem, considerado o “mais aguardado” da noite, destacaram-se também no segundo e último dia do festival os grupos Cordas do Sol e Ceuzany, Elida Almeida e Tó Semedo, cuja atuação, à semelhança do primeiro foi marcado pelo atraso, tendo começado por volta da meia-noite com animação musical de Dj e atuação dos artistas locais JP e Finguers até por perto das 02:00.

Na altura da atuação destes artistas que antecederam Cordas do Sol, havia uma enorme fila de ingresso que prosseguiu ao longo do concerto do grupo de Santa Antão na companhia da Ceuzany, que arrancou perto das 02:00 proporcionando depois uma hora de show com uma performance sustentada pela assistência do público, que o grupo classificou de “caloroso”.

A atuação deste grupo, que terminou por volta das 03:00 teve como repertório músicas dos dois CD (Sintanton e Maria Joana) e as do CD a solo da Ceuzany, que interpretou “Sucupira”,  “Maria” (composição do falecido músico santa-catarinense Norberto Tavares) e Mindel D’Novas”.

No final do concerto, Ceuzany disse que vê no seu regresso ao grupo uma forma de valorizar a cultura cabo-verdiana, tendo em conta que têm projetos novos para os próximos tempos.

Depois seguiu-se o grupo Fidjus di Codé de Dona (EUA) que pisa pela vez o palco do Festival Nha Santa Catarina. Acompanhado do artista santa-catarinense Tikai fizeram o público “esquentar” por cerca de 30 minutos ao som do funaná.

Os festivaleiros, que não se importavam com o frio, realmente vieram para ficar e não “arredaram o pé” e esperavam ansiosamente os artistas e a surpresa anunciada pela edilidade.

Elida Almeida, também uma das atrações da noite, que já esteve outras vezes neste festival, subiu ao palco às 04:20 e apresentou um alinhamento com músicas dos seus trabalhos, aliás, todas conhecidas do grande público.

A jovem santa-cruzense cantou, encantou e fez o público tirar pé do chão ao som do funaná, sustentada pela assistência, que ficou ao rubro com a sua entrega e performance.

“Ora doce, ora margôs” (acústico), “Nhu Santiago”, “Leban ku bo”, “Forti dor”, “Grogu kaba”, foram algumas das musicas tocadas no concerto que terminou as as 05:07 com a música “É Zonban”.

Quem também era um dos artistas “mais aguardados” da noite” foi Tó Semedo que com “casa cheia” entrou perto das 06:00, tendo encantado e levado o público ao delírio, com um repertório focado no novo trabalho a seis meses intitulado “Serenity”.

Além de revisitar os temas de sucessos como dos álbuns anteriores, mormente “Undi da ki panha” e “Porque te amo”, cantou músicas novas como “Nha Kodé”, “Dona nha love”  , “Não tem que encantar”, alinhamento conhecido do publico que cantou e dançou a cada ritmo, quer “zouk” quer funaná, momento que também ofereceu CD aos festivaleiros.

Já se aproximava das 06:30, quando Tó Semedo anunciou Badoxa, como a surpresa da noite prometida pela edilidade para o delírio do público que o recebeu aos gritos e com aplausos.

O artista protagonizou “momentos de descontração”, fazendo os festivaleiros “baixar, subir, cantar e tirar pé do chão” para depois cantar o tema “Ai minina” do CD “Serenity” em duelo com Tó Semedo, para também cantar em acústico as suas músicas “Tá-me Esperare” e “”Eu sei” que foram cantadas pelo público num recinto completamente cheio.

Tó Semedo reassume o palco e termina a sua atuação ao raiar do sol (07:00) ao som da música do novo CD “Bem amam”.

No final da atuação, o artista cabo-verdiano radicado em Portugal que destacou a assistência do público a cada performance, informou que “Serenity” é um projeto novo da produtora E-Karga Music , da qual fazem parte também os artistas Josslyn, Jasmine, Badoxa e Érica e entre outros que vão ingressar, que diz ser “surpresa”.

A propósito do E-Karga Music fez saber que pretendem “abraçar Cabo Verde”, ou seja, artistas nacionais, tendo em conta que de momento têm “abraçado” apenas Europa e outros países.

Por outro lado, o artista com 21 anos de carreira questionou o facto de não sentir o “feedback” a nível do público e dos seus fãs a nível dos festivais em Cabo Verde, situação que lamenta. No entanto, mostrou a sua disponibilidade para poder estar “mais perto” desses fãs, através dos festivais.

Não há duvidas de que um dos pontos mais altos do Festival Nha Santa Catarina aconteceu, quando foi anunciado a entrada do artista Apollo G, “mais aguardado” que foi recebido aos gritos pelos festivaleiros, sobretudo, jovens e adolescentes por volta das 07:10, momentos depois de um concerto de cerca de 10 minutos do artista santa-catarinense PCC.

Apollo G, além de encantar fez o público cantar todas as músicas e os levou à loucura durante todo o concerto, num momento marcado pelas suas performances “únicas” e com presença de dançarinos no palco, em que os festivaleiros interagiram e participaram fazendo shows à parte.

O jovem artista que teve no seu alinhamento “Bem di baixo”, “Si ki sta” e entre outros, fechou em grande estilo e com casa “completamente cheia” o segundo e último dia do Festival Nha Santa Catarina ao som de “Tempo antigo” por volta das 08:00, momento sustentado pela assistência, que mais uma vez ficou ao rubro.

Mesmo na ausência de um balanço oficial da Polícia Nacional, a Inforpress constatou no terreno algumas apreensões e momentos de “brigas” com arremessos de garrafas.

Em relação ao festival, o público foi unânime nas opiniões, tendo considerado o festival de “muito bom” em relação aos anos anteriores, visto que atuaram artistas de “peso”.

Além do festival de música, para assinalar o dia 25 de novembro, Dia do Município de Santa Catarina e da sua santa padroeira, foi preparado um leque de atividades culturais e desportivas que arrancaram desde os meados de outubro, que culminam hoje, 25, com uma eucaristia na Igreja Baixo, Cruz Grande.

FM/FP