A noite começou com jovens artistas locais. Expavi, primeiro, e Dub Squad, depois, foram os primeiros a actuar. Ambos os grupos, que foram vencedores no concurso Cabo Verde Vis a Vis, foram bastante aplaudidos pelo público. Em entrevista á RCV, Luís Karantonis (Dub Squad) referiu que é "não é fácil manter nenhum tipo de grupo (música) em Cabo Verde" e explicou que não há cultura de ir a concertos, por exemplo, apesar das pessoas gostarem de ouvir música.

 

"Ninguém ka ta separa nos", gritou Heavy H em pleno palco e acrescentou:"Nos é família". O músico da Praia foi o terceiro a subir em palco para uma actuação que terminou com o público entusiasmado a pedir por mais. Mais não houve, já que o tempo não perdoa e faltavam ainda vários artistas para actuar. Segundo o artista este regresso após dez anos deixa-o feliz. Heavy H agradeceu à CMSV pelo convite.

 

Djodje e Ricky Boy, que teve a sua estreia no festival, deram um grande show, acompanhados pela banda. Entre muitos gritos femininos os rapazes, primeiro a solo depois em conjunto cantaram vários temas, uns mais acarinhados pelo público, que fizeram todos recuar para época dos TC. As letras todos pareciam já saber de cor e salteado. No final ambos os artistas foram abordados por várias fãs a pedir autógrafos e beijinhos.
Seguiram-se os Cordas do Sol, , da vizinha ilha de Santo Antão, que actuaram já às 4h00 da manhã. É a segunda vez que este grupo, o mais premiado nos CVMA, sobe ao palco do festival. Temas já bem conhecidos do público foram interpretados pelo grupo que deu um toque novo a alguns deles. A surpresa foi a entrega de um grupo de batucada no final do show. O público aplaudiu a iniciativa, claro.

 

A noite terminou com Beto Dias. Este artista que mostrou-se algo desiludido com a presença já de um menor número de pessoas no final do evento. Apesar de revelar que foi uma honra encerrar o festival afirmou que preferia não o ter feito. Beto Dias revelou ainda que considera o Baía das Gatas como um dos melhores festivais do mundo e agradeceu a organização pelo convite. 

 

Em termos de público, muitos dos presentes no festival afirmaram que a adesão este ano foi menor, tendo explicado que a "crise" terá levado muitas pessoas a ficar em casa ou a optar por ir a um dos dias do festival. E Este ano a entrada para carros particulares na Baía das Gatas foi mais barata do que o ano passado. Vários comerciantes reclamaram do negócio e queixaram-se do facto de que era proibido vender cervejas de outra marca que não a Cavibel, patrocinador oficial do evento. Mesmo assim apareciam garrafas de marcas concorrentes no areal da Baía.

 

Esta foi uma noite menos tranquila em termos de segurança. Um incidente na tenda electrónica marcou este dia festival. Duas pessoas ficaram feridas e uma delas teve de ser evacuada para o Hospital Baptista de Sousa depois de ter sido socorrida na Tenda da Cruz Vermelha. Uma das vítimas explicou que a agressão terá sido levada a cabo, alegadamente, por um segurança da tenda que terá ferido ambas as vítimas com uma arma branca. A polícia já deteve o indivíduo em causa que amanhã, terça-feira vai ser presente a tribunal.

 

Até à publicação desta notícia não nos foi possível chegar a fala com nenhum responsável da CMSV de modo a fazer um balanço da 27ª Edição do Festival da Baía das Gatas.

 

Veja as fotos e os vídeos da última noite.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.