Antes de subir ao palco, o jovem, que é um dos artistas mais solicitados pelo público e considerado destaque do primeiro dia desta 27ª edição do certame, entrou no mar vestido com um fato de mergulhador e permaneceu por mais de 10 minutos dentro da água deixando o público “expectante” de como seria desta vez a sua entrada no palco, depois de já ter feito entradas em palco de várias formas inusitadas como lhe é característico.

Impacientes, os fãs que tinham os telemóveis a postos para gravar o momento da entrada começaram a chama-lo para o palco, mas sem resultado, não restando outra opção a não ser entrarem na água à procura do ídolo.

Depois de mais de 50 minutos, eis que o MC Tranka Fulha sai do mar e entra em palco e cai, “simulando” ter perdido a consciência. Rodeado de “uma equipa médica”, o artista ressurge para o delírio do público que registou cada momento.

Entretanto, antes da sua atuação, o certame, inicialmente agendado para começar às 22:00, registou um atraso de quase uma hora, tendo começado depois das 23:00, com atuação dos talentos de Santa Cruz, nomeadamente WDji, Mentes Negro, Nilton G, Zé de Pina.

Estes talentos locais cantaram duas músicas cada durante praticamente uma hora, perante uma “presença discreta” do público no areal, aliás, este cenário manteve-se até por volta das 00:30, altura em que os “festivaleiros” começaram a chegar, para presenciarem a atuação dos Primitive que marca presença pela quarta vez.

Com um repertório “recheado” do rock, a banda com 16 anos de existência, tocou músicas como “Kriola mansa”, “Cabo Verde”, Kornu” e “Style”, do primeiro e único álbum lançado em 2018, intitulado “Odju ki ta txekou”. O grupo , acompanhado do guitarrista brasileiro Diego, terminou a sua atuação ao som da música “Paranoia”.

Seguiu-se depois a atuação do artista santa-cruzense radicado nos Estados Unidos da América Daniel Correia, que pisa pela primeira vez o palco do Festival da Areia Grande, aproveitando os seus 30 minutos (01:40 a 02:10) para dar a conhecer ao público algumas das músicas do seu CD lançado recentemente “Speransa Salvason”.

Logo de seguida, subiu ao palco mais uma “prata da casa”, Flávio Martins, que com “recinto “praticamente cheio” fez o público vibrar e cantar “alguns” dos seus 12 singles já lançados nas plataformas digitais. O artista, que participa pela segunda vez no evento, avançou à Inforpress que , de momento, encontra-se focado a trabalhar no seu primeiro CD.

Por volta das 03:13 sobe ao palco o grupo Azágua, composto por seis “amigos músicos” que pretendem passar “mensagens positivas” aos jovens com as suas músicas, que segundo dizem, são uma “mistura” de ritmos de Cabo Verde e de Guiné-Bissau.

O grupo é composto por Dieg Gomes (voz e teclado), Fattú Djakité (voz e percussão), Alberto Koenig (voz e guitarra), Nelly Cruz (voz e baixo) e “ completo” ainda por Ndu Carlos (bateria) e Djodje Almeida (guitarra), já conta com um álbum pronto, mas que vai ser disponibilizado “single a single”, sendo que “Valorizá” já foi lançado.

Estes jovens artistas conseguiram, durante os mais de 40 minutos, fazer o público que não conhece as letras das suas músicas “entrar no ritmo e tirar o pé do chão”.

Após a apresentação do Azagua, passado mais de 40 minutos de espera e com “casa cheia”, eis que surge MC Tranka Fulha, vestido de fato de mergulhador e entra no palco, simulando um ataque cardíaco para depois volta à vida.

Com casa cheia, o jovem artista conseguiu fazer vibrar o público que cantava todos os seus “hits de sucessos, ”mormente “Mama n’bua”, Ramedi Kornu”, Rabida panela” e “Lembra tempo”.

Tranka Fulha deixou o palco por volta das 05:10, dando lugar ao Mito Kaskas, que subiu ao palco 18 minutos depois e que encontrou o areal também cheio de gente para atuar pela terceira vez neste festival de música.

“Txeru Maleta”, “So ses boca”, “Nta namora bem” (nova musica) foram algumas músicas tocadas e do conhecimento do público, tendo terminado a sua atuação depois das 06:00, ao som da sua música de sucesso “Oh Deus nhu lebam so si”, também conhecido dos festivaleiros.

O momento seguinte foi reservado ao artista Big Z Patronato, que subiu ao palco por volta das 06:30 e tocou músicas conhecidas do público, sobretudo do novo álbum “Equilibrio” como “Lembra di mi”, “Ka tem ninguém “.

Lo e Charbel sucederam ao BigZ, tendo Lejemea fechado o primeiro dia do festival de música por volta das 10:20, com a “presença discreta” de festivaleiros, tendo em conta que a maioria já tinha abandonado recinto, por causa dos atrasos na troca de artistas.

A este propósito, o público, que criticou esta demora na troca de artistas no palco, acredita que se a mesma fosse feita num “curto espaço de tempo”, o festival terminaria antes das 06:00 e não depois das 10:00.

Para este sábado, a abertura do certame vai estar a cargos dos talentos de Santa Cruz (Zedyx ZtBoys, Rosilda Ramos, Nuno do Guettoh), seguindo-se Veiga Brow, Odair Furtado, Romeu di Lurdis, TrakinuZ, Cesar Sanches, Batchart, Tony Fica, Beto Duarte, 2 Much, Blacka e o encerramento vai estar a cargo do grupo Ferro Gaita.

A animação musical do certame vai estar a cargo dos DJ Jumex e Kriolabeatz a partir 19:00.

A Polícia Nacional e a Cruz Vermelha informou à Inforpress que tudo decorreu na “normalidade” e sem nada de realce.
Abordados pela Inforpress no terreno, os festivaleiros afirmaram que gostaram dos espetáculos preconizados por todos os artistas de uma forma geral, mas entretanto, foram unânimes em afirmar que o de MC Tranka Fulha “foi um show de sucesso” e que vai ficar na “história do Festival da Praia de Areia Grande”.

As festividades do Dia do Município e santo padroeiro São Tiago Maior, assinalado no próximo dia 25 de julho, culminarão com uma missa solene, em honra ao orago.

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