A 28ª edição do Festival Santa Maria terminou na manhã deste domingo, 16, depois das 10h00 da manhã. De destacar a atuação dos artistas do elenco Raça Mau que levaram o público ao delírio. Pelo palco passaram também “Sal da Ilha”, “Ilha Onze”,Cabo Verde Show, Morgan Heritage e Black Side.

O segundo e último dia do Santa Maria 2018 arrancou por volta das 22h30 com a atuação do projeto “Sal da Ilha” formado pelos artistas Cindy Brito, Vanice da Luz, Toicaz Évora, Sandro Pimentel, Tiolino e Mindel Vip, que transformou a praia de Santa Maria em um Sambódromo de carnaval.

Depois segui-se o coletivo “Ilha Onze” formado por Rosa Mestre, Toy Cabecinha, Jorge Humberto, Neusa de Pina e Tito Paris, que é padrinho do projeto.

Em entrevista ao SAPO, todos os artistas consideraram “Ilha Onze” como uma boa ideia. “Dá oportunidade aos artistas que vivem fora apresentarem os seus trabalhos. Foi extraordinário”, disse Jorge Humberto, que atuou pela primeira vez no festival. O músico cantou “Estrela cadente” do CD “Ar de Terra” e “Na nha temusféra”, “Cêndê luz” do novo disco “Nov’ Astral”, e ainda o tema antigo “Mas un pintor”.

A foguense Neusa Pina, que está a preparar um novo disco previsto para dezembro, disse por sua vez que “Ilha Onze” é uma troca de géneros, idades e culturas. “Foi muito bom”.

Já Tito Paris afirmou que sendo padrinho do projeto não podia deixar de dar o seu contributo no festival. “Ilha Onze” é um projeto de músicas de Cabo Verde e de grandes artistas”.

O artista revelou que está com a agenda lotada com concertos por vários países como Angola, Moçambique, África do Sul, Suíça, Luxemburgo, Holanda e Polónia.

Por sua vez, a cantora Rosa Mestre, que está com um novo disco intitulado “Solera d’nha vida”, disse que o show “foi muito bom” e que se sentiu em casa.

O relógio já passava da 03h00 da madrugada quando os Cabo Verde Show, uma banda que dispensa apresentações, subiu ao palco tendo levado o público ao rubro do início ao fim da atuação.

Em entrevista ao SAPO, Manu Lima admitiu que os salenses tem um “tempero” especial. “Estou contente de ver o povo a vibrar connosco. Sal é sabin”.

“Volta Cara”, “Passa sab” e“Casa ma um crioula” são alguns dos temas que a banda, que conta com 40 anos de estrada, presenteou o público no festival. Depois de Sal a banda, que está para prepara um DVD previsto para finais de 2019, segue para Senegal, França e Ilhas da Reunião.

Por volta das 05h00 da manhã, o grupo de reggae da Jamáica, Morgan Heritage, subiu ao palco tendo colocado o público a vibrar ao som de vários temas famosos da banda.

Elji volta a surpreender

Após a atuação do grupo que terminou por voltas das 06h40, o palco foi fechado para receber uma das performances mais aguardadas da noite: Raça Mau, coletivo liderado por Elji Beatzkilla ao lado de Mika Mendes, Atim e Khaly Angel.

Nesta que foi a sua terceira atuação no Santa Maria, Elji voltou a surpreender os fãs que o aguardavam eufóricos na praia. O músico surgiu suspenso no tecto do palco, com alguns dançarinos mascarados. Durante a sua atuação, o artista “pegou” fogo em palco e incendiou a plateia. Mika Mendes, Atim e Khaly Angel também colocaram o público a vibrar com as suas músicas. Elji terminou a 28ª edição do Festival Santa Maria por volta das 09h40 com o tema “Dinheiro”.

Para Atim que atuou no evento pela segunda vez, participar do festival foi um momento “fantástico e inesquecível”. “Vibrei e senti a vibração do público. O público salense é muito caloroso”.

Por sua vez, Mikas Mendes disse que foi um momento “incrível”. “Foi um ‘tsunami’ de energia positiva e adrenalina sem fim. Estou sem palavras. Foi muito bom”.

Khaly Angel que comemorou o seu aniversário no palco do festival disse que o show foi muito bom. “Estava ansioso para subir neste palco como cantor. O públicou vibrou com as nossas músicas. Santa Maria tem algo especial. Não vejo a hora de regressar ao Sal”.

“Até me faltam palavras para descrever (o show). Sempre que venho cá fico feliz”, disse Elji no final do show.

Os últimos a subir ao palco foram os integrantes da banda mindelense de hip hop Black Side, que tiveram a responsabilidade de fechar a 28ª edição do festival Santa Maria ao som de temas da velha guarda.

O público que marcou presença no encerramento deu nota positiva ao festival. Manuel Almeida, por exemplo, que assistiu o evento pela primeira vez, afirmou ter gostado do evento e deu a nota de ‘8 valores’ (0 a 10) ao festival. “Na minha opinião, o segundo dia foi melhor”.