A 30ª edição do Baía das Gatas arranca amanhã, 08, com um repertório maioritariamente nacional “para fazer a respectiva homenagem à nossa morna que é candidata a património imaterial da humanidade”, avança Humberto Lélis .
 

“No sábado temos um cartaz fortíssimo com grupos que vêm de fora, com a excepção do Vlú, e no domingo também um grande cartaz encerrando com Anselmo Ralph. Teremos uma grande surpresa no sábado e creio que toda a logística já está montada” conta Lélis .

Segundo o vereador da Cultura e presidente da comissão organizadora, o plano de segurança já está montado e “o ambiente que caracteriza o festival da Baía já está a ser criado”.

Para este ano não estão previstos chuvas e nem vento para o fim-de-semana do festival, mas “mesmo que haja um imprevisto estamos habituados a ultrapassar essas situações” diz Humberto Lélis.

Festival não termina no dia 10

“Há um dado importante, na semana depois do festival vamos ter uma semana de tenda electrónica na Baía. A ideia é proporcionar outros momentos para as pessoas que escolherem continuar na praia, não só a nível da restauração, mas também a nível das pessoas que escolhem a ilha para passar as suas férias e uma forma de terem outros produtos culturais” revela.

Trata-se de uma iniciativa da própria Câmara em parceria com algumas empresas privadas da ilha e já estão agendadas três tendas electrónicas para a semana a seguir ao festival.

“A Câmara tem um papel social na organização do festival”

O festival da Baía das Gatas nasceu por iniciativa de privados, mas começou a ganhar contornos de um evento internacional e decidiram entregar a organização para a Câmara Municipal. Segundo o vereador esta situação deve permanecer uma vez que “tudo tem decorrido da melhor forma”.

“Entendemos que quando se trata de organizar um festival dessa envergadura deve-se ter um papel social e uma boa organização. A Câmara sempre tenta trazer os melhores artistas e fazer a melhor organização possível, não quer dizer que o privado não o possa fazer. Mas a Câmara tem um papel muito mais social do que as empresas que tem sempre o objectivo lucro daí essa nossa opção em continuar com o nosso papel social” esclarece.

Por outro lado, Lélis acredita que a passagem da organização para uma empresa privada implicaria a cobrança da entrada na praia e esse não é o objectivo.

Embora, assuma que a portagem é uma forma de pagar para entrar no Baía, mas “não se trata de uma cobrança por cabeça e não é significativo porque é por viatura, mas a Câmara tem algum retorno”.

A estrutura do palco recebeu obras “como forma de dignificar a estadia dos artistas” avançou Humberto Lélis. “Colocámos pedras no chão no backstage e nas instalações dos jornalistas fizemos uma cobertura digna, pois, antes havia alguma perturbação em termos de vento e chuva e também pintámos este local”, acrescentou.

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