O único dia do certame, que se enquadra nas comemorações do 18º aniversário da elevação de Assomada à categoria de cidade, assinalado esta segunda-feira, 13, inicialmente agendado para começar às 23:00, registou um atraso de mais de uma hora.

O festival, que teve como palco a Rua de EMPA, começou depois das 00:00, ao som da música dos artistas locais Banda Miguel Semedo e Silvino Tavares e ainda com dança do BSB.

Entretanto, o arranque das hostilidades em si deu-se perto das 02:00, protagonizadas pelo grupo Bulimundo, que apesar dos seus 41 anos de carreira, conseguiu cativar e fazer vibrar os festivaleiros, na maioria jovens.

Com um repertório composto por 12 músicas, o Bulimundo, que tem na forja um novo CD só com temas originais, atuou por cerca de 60 minutos com “muito funaná”, o estilo próprio deste grupo, fazendo os jovens e os que os tem acompanhado dançar.

O grupo deu pontapé de saída com o tema “Bulimundo” e terminou com “Tó Martins” por volta das 03:00.

Quem também, mais uma vez, levou o público santa-catarinense e não só ao delírio, foi o artista guineense Charbel que se encontra a fazer promoção do seu novo álbum intitulado “UP”.

A exibição deste artista foi feita com base num repertório de temas dos álbuns anteriores e do seu mais recente lançado há cerca de seis meses intitulado “UP”, nomeadamente “Xinti Sabi”, “Puera”, “É mi”, “É Magia”, “Sabi ka ta Dué” e “Nta ama pa fronta”.

Logo de seguida, entrou Blacka, que “incendiou” o festival com vários hits de sucessos do seu álbum “Nós ki tem”, aliás, foi com este tema que a artista conhecida do público, fê-lo vibrar a música, numa apresentação, que, também, contou com a casa cheia.

O público, para não variar, correspondeu ativamente, cantando, dançando e pulando conforme os pedidos da artista.

Por volta das 05:00, os Fidjus de Code di Dona, que cantaram alguns sucessos do pai e suas músicas, com destaque para “Família”, fizeram o público dançar e cantar por cerca de 30 minutos, tendo sucedido o palco ao jovem rapper salvadorenho Trakinuz.

Trakinuz, que trouxe um novo estilo musical para o palco, o hip hop crioulo, para o delírio dos jovens, não teve muita sorte durante a sua atuação. A qualidade de som no palco atrasou a sua entrada e como se não bastasse no momento da sua performance houve um corte de energia elétrica perto das 06:00, mas voltou minutos depois.

Numa atuação de menos de 30 minutos, o artista, que esteve nomeado na categoria “Jovem Revelação”, apresentou os sucessos do seu EP “Sonhuz Ta Kontinua Vivu”, “Líder D’Nha Alkateia”e “Forianu”, tendo encarado os “incidentes” como prova de que os seus “Sonhuz ta Kontinua Vivu” (sonhos continuam vivos, em português).

Com sol a raiar, o artista e produtor Gilson Furtado, que confessou durante o espetáculo que hoje realizou o seu sonho de cantar ao vivo e com banda, apresentou ao público músicas dos seus anteriores discos e temas novos do novo trabalho discográfico “É Possível”.

O produtor exibiu temas como “Dúvida de amor”, “Amor e Si”, “Duas caras” e terminou a sua apresentação com a música “Hoje tem” levando os festivaleiros ao delírio, cedendo o palco, depois das 07:00, ao Tony Fika, que era um dos artistas mais esperados da noite e que fez com que muitos não fossem embora e ficassem à espera.

Num repertório marcado por temas do álbum “Acredita”, lançado recentemente, não se ouvia a voz do artista, mas do público, sobretudo dos casais românticos, tendo em conta que os temas, conforme desabafaram à Inforpress, contam as suas histórias.

Tony Fica, além de cantar, “encantou” e levou o público ao delírio, ao som “Imagina”, “Bu ta dan gozu”, “Dimeu” e “Pertu Mi”, e entre outros do seu novo CD, aliás, todos do conhecimento dos fãs e público.

As festividades da cidade de Assomada, prosseguiram no domingo com bailes em discotecas e tendas eletrónicas e culminarão esta segunda-feira com uma missa solene em honra a santa padroeira, Nossa Senhora de Fátima.