Segundo Djamilton Lima, em declarações à Inforpress, a partir da Boa Vista, este ano o acesso ao recinto do festival deixa de ser gratuito, com os bilhetes para os dois dias a custar 500 escudos, enquanto quem optar por apenas um dia terá que pagar 300 escudos.

O festival pago, de acordo com as palavras do vereador, visa “minimizar os custos” uma vez que a câmara já tem “muitas despesas” com outras festas, nomeadamente a do município e de romarias em diversas localidades da ilha.

Entretanto, a anteceder o festival de música, a edilidade local promove de 06 a 01 de Setembro o Projeto Verão Jovem, sob o lema “Mais Desporto, Menos Álcool e Mais Saúde” que, segundo Djamilton Lima, visa “sensibilizar a juventude” em relação à problemática do consumo exagerado de bebidas alcoólicas.

Instado se não seria um paradoxo estar a promover campanha anti-álcool ao mesmo tempo que se realizam festivais onde o álcool é rei, aquele responsável reconhece o problema, mas foi dizendo que a maior parte dos patrocinadores dessas atividades culturais é constituída por empresas que produzem e comercializam bebidas alcoólicas.

“Durante o Projeto Verão Jovem não vamos permitir a comercialização do álcool”, garantiu o vereador da Juventude, acrescentando que é por esta razão que o referido evento “não vai contar com o patrocínio de empresas que produzem e comercializam produtos alcoólicos”.

Para ele, é “complicado eliminar o álcool” dos festivais, mas admite ser possível trabalhar “no sentido de se moderar o seu consumo”.

A abertura do Festival Praia D’Cruz vai estar a cargo dos “Deejays” locais, seguidos de Vozes D`Bubista, Fidjus di Codé di Dona (Santiago), K Sol (Santo Antão), Dynamo (Sal, residente em Portugal) Landrick (Angola) e tem a responsabilidade de fechar o primeiro dia do Certame, os Dope Vibe Djs (Boa Vista).

No segundo dia, sobem ao palco os “Deejays” Dabliu e Tchol, B13 (Boa Vista), Silvestre Gomes (Guine-Bissau), Kassav (Guadalupe), Djony do Cavaco & Jenifer Solidade (Boa Vista e São Vicente), 2 Much & Blacka (Portugal) e “Deejay” Fatboy (São Vicente) que encerra com chave de ouro.

A escolha dos artistas levou em consideração a diversidade sociocultural que caracteriza a população residente na Boa Vista, estratificada por pessoas oriundas das mais diversas partes do globo.