A banda luso-belga, Barry White Gone Wrong (BWGW) marcou presença na 6ª edição do Grito Rock Praia.  O festival aconteceu de 27 de março a 3 de abril na cidade da Praia.

O belga e elemento dos BWGW, que vive há cerca de 25 anos em Portugal, Peter de Cuyper, revelou ao SAPO que ficaram a saber do festival através da internet.

“Participar no Grito Rock foi uma boa experiência. O público estava muito entusiasmado, a dançar e a saltar. Foi muito engraçado mesmo. Adoramos o intercâmbio com as outras bandas. Adoramos tudo”, salienta.

A banda luso-belga é constituída por cinco elementos, mas apenas três marcaram presença no Grito Rock. “Há ocasiões que tocamos com mais elementos. Trouxe comigo o baterista Pedro Frazão e o baixista Carlos Borges. Todos os elementos da banda também cantam”, diz Peter.

Pela primeira vez no arquipélago, os BWGW ficaram impressionados com o povo cabo-verdiano e, principalmente,  com a música.

“No geral, gostamos de tudo. O cabo-verdiano é um povo muito bonito. Ouvimos bastante a música cabo-verdiana, principalmente, nos táxis, os taxistas são os grandes divulgadores da música (risos), e também ouvimos algumas bandas no Grito Rock. Fomos para o Tarrafal, ouvimos morna. Foi mágico para mim”, salienta Peter que ficou encantado com a morna.

Já o baterista Pedro Frazão ficou encantado com as batucadeiras que participaram também no festival. “Estavam fora do contexto do rock, mas no fundo são as origens da música cabo-verdiana”.

A banda Barry White Gone Wrong (BWGW) foi formada em 2010 e só em 2017 lançaram o primeiro álbum intitulado “Tornado” no mercado.

“Gravamos um EP com três músicas e em 2011 começamos a tocar ao vivo. Depois lançamos vários singles e no ano passado, finalmente, gravamos um álbum. Demoramos tanto tempo porque queríamos gravar em boas condições e para isso era preciso dinheiro”, explica Peter.

O CD “Tornado” é composto por 8 faixas:  “Plastic Ocean”, “Happy not Satisfied”, ”Chill Pill”, “Tornado”, ”Dynamite”, “Instead of god”, “Always on the Road” e “Black out Alert”.

“O álbum foi produzido pelo Tatanka, dos Black Mamba, e foi bem recebido em Portugal. No fim do ano, entramos em vários top dos melhores álbuns do ano. Foi tudo positivo”, afirma o belga.

No que se refere à agenda, os BWGW têm 15 concertos agendados em Portugal, Espanha e Bélgica. No próximo ano, pretendem regressar ao arquipélago.

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