O autor do trabalho eleito será premiado com a publicação da obra em Portugal e em Cabo Verde e 5.000 euros.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) e da Imprensa Nacional de Cabo Verde (INCV), com o objetivo de “impulsionar e promover o talento literário no arquipélago”, segundo a organização do evento.

Outro propósito do prémio é homenagear “o talento cabo-verdiano de hoje e o de sempre na figura de Arnaldo França, personalidade destacada da cultura nacional”.

Poeta e ensaísta, Arnaldo França foi um académico que esteve na génese do ensino superior em Cabo Verde. Foi também crítico, investigador e historiador da literatura cabo-verdiana.

Arnaldo França traduziu para o crioulo cabo-verdiano autores portugueses como Luís de Camões, Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner Andresen.

O júri do prémio é presidido por Vera Duarte e constituído ainda por Daniel Medina e Paula Mendes.

Igualmente marcada para a abertura da Morabeza está a cerimónia de doação de mais de 20 mil livros pela INCM ao Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde (MCIC), no âmbito de protocolo estabelecido entre as duas instituições.

A segunda edição da Morabeza — Festa do Livro realiza-se de 19 a 28 deste mês na ilha de São Vicente.

Trata-se do maior evento literário dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Germano Almeida, recentemente galardoado com o Prémio Camões 2018, o ator brasileiro Lázaro Ramos, o jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares, Carmen Posadas e Shauna Barbosa são algumas das presenças que, segundo a organização, irão assegurar um triângulo de afinidades entre África, Europa e América.

A Morabeza deste ano tem já confirmada a presença de 21 convidados.