Com efeito, a cinco dias da abertura do certame, os trabalhos seguem a “bom ritmo”, num espaço que deve acolher cerca de 200 artesãos de todas as ilhas do arquipélago, de quarta-feira, 27, a domingo, 01 de Dezembro.

Excelência e qualidade, segundo o director do Centro Nacional de Artesanto e Design (CNAD), Irlando Ferreira, “a todos os níveis”, desde a organização e das temáticas abordadas, mas também num espaço de criação de maiores condições para ampliar a actuação a nível de criação de Cabo Verde.

Até porque, trata-se, segundo a mesma fonte, de um espaço de partilha, de reflexão e de lançamento de novas abordagens e perspectivas, e que a cada ano “abre um campo de visão para actuação” a vários níveis.

Sobre a montagem antecipada da feira e consequentes constrangimentos aos frequentadores da Praça Nova e mesmo do trânsito circundante, Irlando Ferreira esclareceu que o certame tem uma “logística complexa”, daí a antecedência na montagem ser uma forma de evitar o stress nos dias próximos à abertura oficial, mas mesmo assim pede desculpas por eventuais constrangimentos.

A 4ª edição da URDI, segundo o director do CNAD, tem, no entanto, uma programação “bastante extensa”, e que extravasa a Praça Nova, sendo certo que é ali que vai decorrer o grosso das actividade como a exposição e venda de artesanato, os concertos musicais e actuação de DJ no coreto da praça.

Há ainda, segundo a mesma fonte, o Salão Created in Cabo Verde, no Centro Cultural do Mindelo em que, para além de uma exposição de fotografias de dois fotógrafos de Angola e de Cabo Verde, vai ser o palco para a apresentação dos resultados das residências criativas Tambor d’Ilha e Recordai.

Tambor d’Ilha recebe tamboreiros de São Vicente, Brava, Fogo e Santo Antão, ao passo que a residência criativa Recordai envolveu seis designers.

O lema do URDI é “Música – poéticas visuais” e a organização decidiu homenagear Mestre Baptista, através de uma exposição de instrumentos musicais, na Galeria Zero Point Art, pelo “saber-fazer” que Mestre Baptista desenvolveu na ilha na construção de instrumentos, e pelo “legado que deixou”.

Haverá ainda, de acordo com a programação, visitas de estudos de alunos de diversos níveis de ensino, visitas aos ateliês dos artesãos e “grandes conversas” desenvolvidas em torno da URDI.

Esta 4ª edição será ainda oportunidade para se proceder à entrega do Cartão do Artesão a 30 artesãos, com mais de 65 anos, num processo que, em 2020, segundo Irlando Ferreira, vai chegar a artesãos de todo o país, num processo que contempla vários níveis, deste mestre artesão até artesão iniciante.

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