Foi há 23 anos, no dia 21 de dezembro de 1995, que o B.leza Clube – nome escolhido em homenagem ao poeta cabo-verdiano B.Leza, nascido Francisco Xavier da Cruz – foi inaugurado. Na altura, situado no Palácio Almada Carvalhais, o espaço tornou-se depressa a catedral da música africana em Lisboa, ou, como o primeiro-ministro português, António Costa, lhe chamou, a 11.ª ilha de Cabo Verde em Lisboa.

Hoje, localizado no Cais da Ribeira, em Lisboa, num armazém com vista para o rio Tejo, o B.leza continua a ser uma casa de alma africana, onde a morna, o funaná e as coladeiras marcam os ritmos da vida. “Foram 23 anos de festa, alegria, muitos encontros e muita música", conta Sofia Saudade e Silva, que, juntamente com a irmã, Madalena, detém o clube.

"Foi a concretização de um sonho, que todos os dias cresce mais um bocadinho. E é isso que esperamos para o futuro, continuar a concretizar este projeto, que é acima de tudo uma história de amor. Aliás, não uma, mas várias. É a história de amor de duas filhas por um pai, de Portugal por África, mas fundamentalmente a história do amor que as pessoas têm para dar, da forma como a música e a dança nos podem unir."

Uma união que marca a expetativa para a grande festa do 23.º aniversário. "Esperamos muita música, muita alegria, muitos encontros, sorrisos e abraços. As festas de aniversário são normalmente de grande alegria e partilha. É assim que esperamos que seja esta”, afirmam as irmãs Saudade e Silva.

A festa vai celebrar-se no dia 21 deste mês ao som das músicas de Dany Silva, Ana Firmino, Calú Moreira, Gerson Marta, Miroca Paris, Maria Alice, entre outros nomes já conhecidos do clube.

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