O busto da pianista Tututa Évora, da autoria do artista Fábio Testi e fundido pelo artista plástico Domingos Luísa é uma homenagem do Estado de Cabo Verde, no geral, e do povo da ilha do Sal, em particular, em reconhecimento pela contribuição enquanto mestre do piano, tendo deixado um grande legado tanto sonoro como também discípulos.

A homenagem observada pelos filhos, netos e bisnetos, perante uma boa assistência de munícipes no largo da Escola de Arte Tututa, nos Espargos, acontece no âmbito da celebração do centenário da pianista, reconhecida compositora de célebres temas como “Mãe Tigre”, “Vida Torturod”, “Grito de dor”, ou “Sentimento”.

Na ocasião, o ministro Abraão Vicente fez questão de salientar que trata-se de uma homenagem do povo de Cabo Verde, tanto assim é, conforme reforçou, a placa “não tem” o nome do ministro ou do Governo, na pessoa do seu primeiro-ministro.

“Esta é uma homenagem do povo de Cabo Verde. Estamos genuinamente a cumprir a vontade do povo de Cabo Verde e do povo da ilha do Sal, começando para homenagear Tututa. Dona Tututa merece este momento simbólico. Essa obra é do Município do Sal, é do povo do Sal”, insistiu.

Abraão Vicente terminou pedindo uma salva de palmas à memória de Dona Tututa Évora, anunciando ao mesmo tempo que a próxima estátua será de Ildo Lobo, erigida ainda este ano, em Pedra de Lume.

“Tudo aquilo que pudemos fazer para preservar a memória dos nossos grandes artistas e criadores, assim o faremos”, concluiu o governante.

Ao usar da palavra, o edil Júlio Lopes considerou ser um dia “muito importante” para a cultura cabo-verdiana, já que a reverenciar “esta grande mulher”, que se estivesse viva completaria cem anos.

“Estamos aqui para prestar toda homenagem, por ter levantado o nome da cultura cabo-verdiana através da arte que ela dominava, a composição e o piano”, sublinhou.

E, em representação dos filhos, a família, Reinaldo Évora dirige os mais “profundos agradecimentos” pela decisão e escolha de Epifânia de Freitas Silva Ramos Évora, Tututa de nome artístico, como personagem desta ilha do Sal, a ser simbolicamente homenageada com a edificação de um busto.

“A presença simbólica da nossa Tututa, aqui neste espaço, aumenta a saudade nos nossos corações, mas pereniza a sua imagem na nossa ilha permitindo que as gerações vindouras possam conhecê-la”, manifestou.

De nome próprio Epifânia de Freitas Silva Ramos Évora, Dona Tututa como era carinhosamente tratada por todos, nasceu no Mindelo, São Vicente, a 06 de janeiro de 1919, e falecido em janeiro de 2014, aos 95 anos, na ilha do Sal.

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