Por iniciativa do amigo Francisco Fontes, antigo jornalista da Lusa em Cabo Verde, Tchalê Figueira disse, em declarações à Inforpress, que resolveu escrever um livro de poesia com 65 poemas para simbolizar os seus 65 anos de vida.

A obra, cuja apresentação estará a cargo de Ana Aguiar de Pina, traz poemas de amor, poemas surrealistas, poemas existenciais e poemas de contestação social.

Para o artista, as suas obras são uma continuação daquilo que faz na pintura e em outras artes.

“Poesia é exprimir coisas de um momento, de um sentimento e de tudo um pouco. O poeta exprime aquilo que lhe vem na alma e do seu subconsciente”, sublinhou.

Paralelamente ao lançamento do livro, o artista plástico Tchalé Figueira tem patente, até o dia 25 de fevereiro, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na cidade da Praia, onze obras de teor erótico, no âmbito da exposição intitulada “Eros”.

O artista plástico natural de São Vicente, publicou em 1992 a obra “Todos os naufrágios do Mundo”, em 1998 “Onde os sentimentos se encontram” e “O azul e a Luz” em 2002.

Tchalé Figueira participou em 2004 na antologia sobre os trinta anos do 25 de abril “Na Liberdade” e tem colaborações poéticas na revista Plágio (Portugal) e no jornal Artiletra (Cabo-Verde).

Revelou-se como ficcionista a partir da edição da novela “Solitário (2005)” editada pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro de Cabo-Verde.

Editou, com a chancela da Mar da Palavra (Portugal), em 2005, a segunda obra de ficção “Ptolomeu e a sua Viagem de circum-navegação”.

Em 2010 editou, com a chancela da editora Dada (Cabo-Verde), o livro Contos de Basileia e, em 2013, a novela “A Índia que procuramos”.

Em 2018 lançou, sob a chancela da Livraria Pedro Cardoso, a obra poética “Curtos, 7 Contos”.