A ideia foi defendida, na manhã de hoje, na Ribeira Bote, pelo mentor do Festival de Cinema Oiá, Tambla Almeida, para quem o pintor Armando Pinheiro deixou “grande parte” do seu trabalho artístico espalhado por diversas zonas de São Vicente.

“A sua obra faz dele o mais importante pintor naïf de Cabo Verde e construiu um amplo património artístico”, considerou a mesma fonte.

Tambla Almeida explicou que a Rede de Turismo Solidária e Sustentável de São Vicente já tem uma intervenção na zona da Ribeira Bote, na área do turismo, rumo à valorização da comunidade, pelo que se tratou de juntar o útil ao agradável.

Ou seja, indicou, juntar uma intervenção artística com a pintura de um mural no edifício e homenagear o falecido pintor Armando Pinheiro, “uma referência”.

Por exemplo, na Ribeira Bote, o objetivo, segundo Bitu Alves, é retratar nas paredes exteriores do Centro de Turismo Comunitário algumas imagens de figuras da comunidades como Mapa, Mandingas e outros, para tornar o lugar “mais atrativo” e revelar a “realidade de outrora”.

As pinturas murais vão chegar, para além da Ribeira Bote, a zonas como Salamansa, São Pedro, Calhau e Madeiral, através da arte de pintores de diversas gerações como Fernando Morais (Noia), que coordena a vertente artística, Djon Brito, Gildoca, Bitú Alves, Nild e DNA.

Aguinaldo David, do projeto Rede de Promoção de Turismo Sustentável Solidário e Inclusivo, por seu lado, lembrou que o mesmo trabalha roteiros solidários e um deles é o circuito de turismo comunitário da Ribeira Bote, onde já havia construído o Centro de Turismo Comunitário.

“Achamos que a ideia casava muito bem porque temos uma vertente muito forte de requalificação ambiental e urbana e nas comunidades rurais, daí considerarmos que este Circuito Armando Pinheiro virá contribuir para valorizar esses roteiros e circuitos, enquanto produto turístico comunitário”, explicou.

O Festival de Cinema Oiá decorre desde sexta-feira, 19, em várias localidades de São Vicente, e tem encerramento previsto para domingo, 28.

AA/ZS