Conforme avançou à Inforpress, José Pinto, responsável pela associação, este espetáculo enquadra-se no projeto txon poesia, criado em 2017, que “projeta a palavra poética” na comunidade sob todas as formas artísticas, partilhando poesia em atividades participadas pelas pessoas.

José Pinto disse que a ideia é criar esta peça teatral no sentido de experimentar a palavra no teatro e na música”, pois já o projeto já tem uma programação regular em torno de três atividades, nomeadamente ‘Spoken Word Mindelo’, concurso nacional de poesia “Poetas para o Ano Novo” e o txon-poesia, encontro internacional de poesia do Mindelo.

“É um espetáculo construído com base na investigação e pesquisa do grupo, de onde saiu todo ou grande parte do material e para o texto”, declarou a mesma fonte, sublinhando que se trata de uma investigação de proximidade em que atores e as atrizes escolheram o tema da peça e trouxeram diversos materiais para a construção do espetáculo.

Tal, ajuntou, permite aos mesmos compreender “mais a fundo” o tema, explicou José Pinto, que escreveu o texto a partir dos materiais destas investigações, que tem como base o tema da ausência de empatia nas relações sociais, hoje.

O processo da criação do espetáculo, segundo José Pinto, está a ser construído a partir do ponto de vista dramatúrgico, o que faz com que a peça venha a ter “várias possibilidades” de ser interpretado pelos espetadores.

“Eu, por exemplo, achei que o tema era a falta de empatia no início, mas neste momento considero que esta é uma peça, acima de tudo, sobre a procura do amor no mundo frio de hoje”, analisou José Pinto, que garantiu que cada espetador vai sentir o espetáculo “de forma única”.

José Pinto, que também assina a dramaturgia e a direção, enfatizou ainda que a primeira produção teatral da Associação Txon Poesia “Ela pediu-me ajuda e eu tirei-lhe uma fotografia”, aproxima-se do teatro-poesia, o qual, além da representação teatral, integra elementos como a “contar de estórias, performance e ‘spoken word’”.