O evento que acontece em setembro deste ano visa promover e proporcionar momentos de aproximação entre os artistas e os profissionais do mundo da música, através de conferências, workshop e showcases vai ser transmitido online na página oficial do Facebook do evento e através da conta Instagram.

Segundo o mentor do projeto, Cris da Lomba, a Somada Music Market vai permitir um intercâmbio entre os artistas, tanto nacionais como internacionais, e os profissionais da indústria da música.

“Evento em si vai ser o primeiro mercado digital West Africano (da costa ocidental africana) e em setembro vai arrancar a primeira parte com diversas atividades como fóruns, workshops/conversas abertas e conferências com a participação de artistas nacionais como internacionais, principalmente da CEDEAO, permitindo a troca de experiências entre os artistas, bem como a possibilidade de os artistas nacionais irem para o exterior e os internacionais virem para cá”.

Segundo a organização a designação de Somada Music Market deve-se ao facto de estar prevista uma vertente física para o evento que será realizada em Assomada, concelho de Santa Catarina.

“Queremos descentralizar o mercado que não seja somente na cidade da Praia ou em São Vicente, e ter um mercado diferenciado. Assomada é um espaço alternativo para este evento onde vamos realizar encontros e feiras, mas devido ao momento em que se vive por causa da Covid-19, o evento vai ser online tornando-se assim no primeiro mercado digital de música de West África”, adianta Cris da Lomba.

A Somada Music Market vai ser um evento anual, com a primeira edição agendada para os dias 9, 10, 11 e 12 de setembro.

“O primeiro dia do evento é destinado aos showcases com a duração de 35 minutos (…) haverá uma equipa de jurados que vai selecionar apenas 8 participantes, mediante uma candidatura prévia”.

Entretanto, as conferências vão dar continuidade ao evento nas quais vão ser abordados diferentes temas. “Como contactar uma produtora é um dos temas a ser debatido onde temos como convidados José (Djô) da Silva, Augusto (Gugas) Veiga e Eloidie Da Silva e como moderadora Samira Vera-Cruz”.

“A transformação da música cabo-verdiana” é um outro ponto a ser debatido durante o painel. “Nesta conferencia será feita uma análise da mudança que tem acontecido ao longo do tempo e qual tem sido o seu impacto, onde são convidadas as artistas Cremilda Medina e Lúcia Cardoso”, adianta o mentor do projeto.

Ainda consta da lista o tema “Hip Hop: como construir uma marca e um negócio como artista independente”. “Os participantes irão falar do seu percurso, explicar como conseguiram encarar os desafios e alcançar este patamar”. Neste painel estão convidados os artistas Batchart, 100Juiz e Eddy Young.

Já o workshop que vai ser uma conversa aberta na plataforma Zoom terá como tema o processo de produção musical, onde estarão os profissionais da área que vão explicar as diferentes técnicas entre pré-produção, gravação, masterização, mixagem e edição, avança Cris da Lomba.

O último dia do evento, 12, vai ser destinado ao painel “DJs Talk”, com a duração de 35 minutos. “(Os participantes) terão que fazer uma inscrição com antecedência e posteriormente vão fazer as suas apresentações”.

Para outubro já está agendado um fórum, que segundo o mentor visa repensar sobre a música, eventos, festivais e feiras que têm sido realizados em Cabo Verde de uma forma mais abrangente, analisando o potencial do mundo digital, “o novo normal”, e analisar como a música e a cultura cabo-verdiana podem ser um potencializadas com o turismo.

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