Ao que apurou a Inforpress, o corpo do jurado iniciou as suas atividades esta quarta-feira em Argel, com vista à decisão final que irá premiar o artista vencedor com uma recompensa monetária de 100 mil dólares (aproximadamente 9.400 contos cabo-verdianos), patrocinado pelo Presidente da República da Argélia, Abdelaziz Boutafrika.

Ao que apurou a Inforpress, neste momento Solange Cesarovna e demais membros do júri encontram-se reunidos com o ministro da Cultura da Argélia, pelo que conta ainda hoje ter o vencedor deste prémio, que tem ainda a chancela do Ministério da Cultura da Argélia e do Escritório Nacional de Direitos de Autor e Direitos Conexos (ONDA), congénere da SCM.

O Prémio Miriam Makeba destina-se a artistas africanos, com mais de 18 anos e residentes em África, assim como artistas que reivindicam o estatuto de refugiado devido a situações excecionais como conflito armado e desastre natural.

Pretende-se com a implementação deste prémio “permitir que os artistas que usam a arte africana como meio possam expressar as suas ideias e comunicar as suas mentes e serem melhor ouvidos e mostrarem as suas criações, promover a Arte Africana em todas as suas formas de expressão, incentivar o talento e a criatividade e premiar a melhor criação artística.

Instituído no Fórum de Criadores Africanos em dezembro de 2017 pelo ministro da Cultura da Argélia, Azzedine Mihoubi, o Prémio Internacional da Criatividade Artística “Miriam Makeba” presta o seu reconhecimento à carreira militante e artística desta que foi das intérpretes africanas mais credenciadas a nível mundial.

À margem deste encontro, Solange Cesarovna vai realizar dois concertos, no solo argelino, no quadro da elevação da candidatura da Morna a Património Imaterial da Humanidade, junto da UNESCO.

SR/ZS