Esta peça, que faz parte do projeto “Estórias do meu país inventado”, concebido na ilha de Santiago, assumiu uma forma “muito peculiar”, já que ator por não se considerar um bom contador de estórias decidiu transformar e criar uma encenação com “mais vida” e “transmitir melhor” a sua mensagem.

“Se bem que o teatro é uma forma de contar estórias, mas de uma outra maneira, temos o corpo todo ali mexendo, imaginando as coisas. É mais fácil para mim”, disse o ator, para quem é “muito mais gratificante” desta forma.

Assim nesta 5ª edição do Motim, trouxe “As tartarugas também choram”, que fala da preservação da tartaruga, numa forma mais específica, mas que também, numa forma mais ampla, fala de cuidar daquilo, que “está à nossa volta, desde de uma gotícula de água até o oceano todo”.

Uma temática que foi abordada através de uma peça muito participativa, mas que levou Valdir Brito a confessar alguma dificuldade de depois fazer com que as crianças ficassem de novo calmas, para assistir ao resto da história.

“Elas participam e querem continuar a participar na história toda e isso exige alguma genica para que voltem a concentrar e perceber a peça toda”, disse o actor e encenador, que ainda assim acredita ser “bom” ter os pequenos a interagir ao seu lado.

Contudo, garantiu ter conseguido passar a mensagem, tendo em conta a reacção das crianças das escolas e jardins, que estiveram presentes e terminaram o espectáculo a dizer em alto e bom som “salvem as tartarugas”!

Quanto ao Motim, Valdir Brito considerou ser “algo interessantíssimo”, que mostra uma outra forma de se ler, sem ser em livro.

“Ler através do teatro, acho que isto funciona muito bem”, concretizou.

A Motim, que acontece desde dia 01, termina nesta quinta-feira, no Centro Cultural do Mindelo, com o espectáculo “TV Directo” da dupla portuguesa Oly &Mary, que já foi apresentado na extensão da mostra na cidade da Praia.

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