Conforme anunciou o próprio músico na sua página do Facebook, o Arco, construído em 1998, na praia do Norte de Baía, vai receber mais uma edição deste concerto intimista, que ocorre há quatro anos.

“Oh sim! Tenho a felicidade de anunciar o concerto no ARCO deste ano. Falemos de música e esperança, da lua, do mistério, do encantamento, do mar, de momentos poéticos”, escreveu Vasco Martins, adiantando que o evento está marcado para 02 de Setembro, uma segunda-feira e dia de lua cheia.

“Se os tempos permitirem, a mãe Terra e os homens”, sublinhou.

O músico e compositor mindelense colocou no mercado em Fevereiro o seu mais novo CD intitulado “ARC”, que foi gravado num concerto ao vivo mesmo na praia de Norte de Baía.

Este trabalho, segundo informações da produtora do artista na altura, foi gravado num ‘live concert’ efectuado no “Arc”, arquitetura emblemática da ilha de São Vicente, situada na praia de Norte de Baía, realizado no dia 13 de Outubro de 2018.

Vasco Martins, conforme a mesma fonte, compôs temas novos para o concerto e a partir daí efectuou “ variações e improvisações, tentando exprimir a força axial do momento”, informou  a produtora, adiantando que durante o evento foram utilizados instrumentos analógicos aliados aos digitais que  favoreceram uma “larga palheta tímbrica”.

Agora o concerto deste ano será dedicado à memória do artista plástico Alex Silva, falecido em dezembro do ano passado e que “tanto amava o ambiente do Arco, o mar, o mergulho livre”.

Alex Silva, de nome próprio Alexandre Silva Barbosa Andrade, morreu no Hospital Baptista de Sousa, no Mindelo, para onde tinha sido levado após se sentir mal durante um jogo de basquetebol com amigos.

O artista plástico, que nasceu em Luanda, Angola, era filho de pais cabo-verdianos e chegou a Cabo Verde ainda bebé em 1975, altura da independência nacional.

Cresceu na zona de Alto Mira Mar e voltou a sair de Cabo Verde para fazer estudos superiores, primeiro biologia marítima, depois arquitectura e em seguida o curso de mestrado em belas artes e crítica na Holanda, este último que ditou a sua vida artística e profissional.

Depois de regressar a São Vicente fundou a Galeria Zero Point Art como forma de “mostrar e retribuir o seu amor para a ilha”.

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