A peça, conforme explicou a co-autora de Grace Ribeiro, que a projectou juntamente Lara Plácido, tem como propósito, não só servir como facto de artesanato, mas, também ao espaço público.

“Para satisfazer nosso público cabo-verdiano e também por não haver onde deitar lixo em São Vicente”, explicou a arquitecta mestrando, e que juntamente com a sua colega conseguiu vencer este concurso, neste ano sob a temática “Repiká – música como matéria criativa”.

A peça, patente no Centro Cultural do Mindelo, pretende fazer um trocadilho entre o histórico saxofonista cabo-verdiano Luís Morais e os seus solos, relacionados com objecto de recolha de lixo.

Grace Ribeiro garante ter recebido o prémio com “muita surpresa” e, na emoção do momento, disse ainda estar a digerir a notícia.

Além do ‘Lix Solá, a exposição do Repiká apresenta também as peças ‘Blimund’, de José dos Santos, ‘Melodia’, de Isabel Oliveira e Patrick Delgado, ‘Ná Mininu Ná’. de Marcelino dos Santos, ‘Nha Nácia’ e ‘Onj da Guarda’, de Joaquim Andrade, e ‘Panu’, de Ana Marta Clemente e Karine Silva.

Entram ainda nesta lista ‘Pautas de Aromas’, de Maria Silva, ‘Réplica d´Tambor’, de Hibrarin Dias, ‘Tempo d´um poeta’, de José Rocha, e ‘Tereru’, de Ana Marta Clemente e Karine Silva.

Todo um manancial que foi dado a conhecer na inauguração do Salão Created in Cabo Verde da URDI, através de um périplo que contou com o ministro da Cultura Abraão Vicente, iniciado na Praça Nova e finalizada no Centro Cultural do Mindelo, passando ainda pelo Zero Point Art.

Este último espaço, por sua vez, acolhe uma exposição sobre o instrumentista e artesão Mestre Baptista, homenageado da quarta edição desta feira de artesanato e design.

“Isto é uma homenagem ao mestre, digamos uma pequena parcela do que foi o seu trabalho, porque sobre Mestre Baptista quase nada está documentado”, sublinhou o coordenador da exposição, o designer David Monteiro, adiantando ser este um “ponto de partida” para pegar em coisas  e trazer mais publicações.

Segundo a mesma fonte, este conhecimento está sendo transmitido através das ferramentas utilizadas pelo artesão de instrumentos musicais, recolha fotográfica e os próprios instrumentos feitos.

“Trazer à tona, mostrar a quem não sabe ou que era mais novo e aos que tinham esquecido, quem é o homem e como vários artistas ainda tocam os acordes trazidos pelos instrumentos do Mestre Baptista”, disse David Monteiro.

As duas exposições fazem parte do salão, que se compõe ainda da ‘Oficina de algodão’ e ‘Contiguidade’, expostos na Praça Nova, ‘Tambor d´ilha’ e ‘Racordai’, também no Centro Cultural do Mindelo.

Assim, uma curadoria, segundo o ministro Abraão Vicente, “muito bem conseguida” e cujo mérito pertence à cidade o Mindelo.

Abraão Vicente assegurou sentir-se “orgulhoso” e “muito bem impressionado” com tudo o que viu.

A feira URDI prossegue no Mindelo até domingo, 01 de Dezembro, com outras actividades, entre mostra de artesanato, conversas, oficinas e música.

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