Segundo a própria atriz, que se apresentava hoje em conferência de imprensa, esta peça aborda a sereia Mami Wata, uma “deusa com o poder de sexualidade, ambivalente, que por um lado atrai e por outro provoca repúdio”.

“Mostra a atracção pelo outro, mesmo que, ao mesmo tempo, possa ter alguma repulsão”, explicou Betty Tchomanga, para quem o espectáculo remete a “monstruosidade” que as pessoas têm dentro delas, o “conflito entre o lado bom e o lado mau”.

Também, segundo a mesma fonte, é “interessante” o facto do “Mascarades” remeter à colonização e misturas de culturas, tendo a “sereia-monstro” como a mulher branca do ocidente.

A estreia do espectáculo ocorre esta quarta-feira, na Academia Livre das Artes Integradas do Mindelo (ALAIM), palco 2 do Mindelact, um festival que Betty Tchomanga considerou ser um “primeiro passo” para a apresentação da peça em outros países do continente africanos.

E é “muito importante” e com “grande prazer” que, segundo a mesma fonte, que faz sua no Mindelact, uma vez que a peça tem uma “grande ligação” com África, assegurou a atriz francesa filha de pai camaronês.

Hoje, a ALAIM recebe “Sítio” da Companhia da Chanca, de Portugal, e, no palco 1, no Centro Cultural do Mindelo, acontece a peça “Escola de Mulheres”, do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo.

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