Em declarações à imprensa, o responsável da Galeria Zero Point Art explicou que esses dez anos da galeria têm sido de “resistência”, porque apesar de “não ser um projecto sustentável”, a galeria é projecto concebido “com muito amor”.

Destacou o facto de a galeria oferecer durante esses dez anos uma programação “muito selectiva, muito rica”, com partilhas entre músicos e poetas e sessões de ‘spoken words’ entre outras actividades com o objectivo de “estimular” o pensamento.

Um exemplo dessa programação rica, revelou Alex Silva, é a segunda edição da extensão do CineEco, o mais antigo festival de cinema ambiental em Portugal, que foi inaugurada com o filme “Amigo da Tartaruga”, do cabo-verdiano Abel Monteiro, um dos oito filmes a serem exibidos até o dia 04 de Dezembro na Galeria Zero Point Art.

Isto, seguindo adiantou com o intuito de “despertar a consciência” sobre as “fragilidades” do meio ambiente e criar um corredor para jovens realizadores possam participar num festival e cinema internacional, organizada pela Galeria Zero Point Art em parceria com o Clube de Cinema dos Açores.

“Tenho feito parceria com o Cineclube dos Açores para trazer filmes mais adaptados à nossa realidade. Mas, a ideia é já na terceira edição começar a trazer filmes ganhadores de prémios daquele festival. Vamos começar num modelo pequeno para depois transformá-lo num festival maior no qual as universidades, os centros culturais e as localidades participam,” avançou Alex Silva, para quem a ideia é exibir esses filmes em todo o país para “criar uma consciência ambiental”.

Sobre o ciclo de conversas “Diálogos e Vivências”, iniciado com Daniel Brito, da Livraria Semente, e integrado nas celebrações dos 10 anos da galeria, o promotor da Zero Point Art afirmou que se trata de momentos nos quais as pessoas possam partilhar as suas vivências e experiências.

A exposição “Narrativas Intempestivas” da sua autoria é, segundo Alex Silva, uma partilha que quis fazer com o público para comemorar os dez anos da galeria e mostrar o seu amor por Cabo Verde.

“Tenho um amor infinito por Cabo verde e tenho vontade em partilhar o meu trabalho sem fazer inaugurações”, finalizou o promotor da Galeria Zero Point Art.

CD/CP

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