De nome próprio João Raimundo Brito, Joray tem experiência, segundo explicou o mesmo com cartoon há vários anos, mas o resultado desta exposição, no CCM desde dia 09, teve início no Verão do ano passado.

“Comecei esta brincadeira no Verão do ano passado, em vez de ir para Laginha, ficava em casa e escolhia uma vítima”, contou, referindo a lista em que entram familiares, amigos e até figuras públicas na sociedade cabo-verdiana.

Assim, nasceram estas caricaturas a que tem presenteado às suas “vítimas”, em jeito de “homenagem”, mas também para “causar riso e não para ofender”.

“Faço e depois e envio aos meus amigos, muitas vezes por Messenger, para serem surpreendidos e darem uma gargalhada”, disse o cartoonista, que assegurou não ter tido reacções contrárias, uma vez muitos permitiram que as suas caricaturas fossem publicadas no Facebook.

Da mostra constam cerca de 80 destes “retratos exagerados”, em que, nem escaparam a própria mãe e esposa, também parte desta exposição que, segundo Joray, não tinha intenção de fazer, mas que cedeu por “pura pressão das vítimas”.

Professor de profissão, Joray trabalhou com cartoon no extinto jornal impresso A Semana entre 2010 e 2015, e agora lamenta o facto dos jornais, hoje em dia, não apostarem no cartoon, que também é informação.

“Os jornais já não querem apostar nos cartoons, mas é das primeiras coisas que quer ver o leitor, quando abre um jornal”, asseverou.

A exposição ficará patente no CCM até o próximo dia 09 de Junho.

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