Em entrevista à Inforpress, Vânia Pachito, técnica da CNAD, informa que nos encontros realizados na ilha de São Nicolau foram realizadas cerca de 32 inscrições de artesãos.

“A adesão foi boa em ambos os municípios e os artesãos demonstraram interesse em participar no processo de reconhecimento profissional”, adiantou.

A responsável realça ainda que ao longo dos encontros, foram transmitidas informações aos participantes sobre a importância do reconhecimento profissional, informações relacionadas com o Sistema Integrado do Artesanato e do selo created in Cabo Verde, que identifica quem está devidamente reconhecido no sector do artesanato.

A mesma fonte avança também que ambos os Municípios de São Nicolau terão um ponto focal da CNAD, que ficará responsável pela recepção dos documentos em falta de alguns artesãos que fizeram a sua inscrição, e de receber candidaturas de quem não conseguiu participar nos encontros.

“Os artesãos poderão dirigir-se ao responsável da Associação de Artesãos de São Nicolau, ou aos técnicos das câmaras municipais da ilha, que ficarão responsáveis por dar seguimento ao processo”, reforça.

Também em declarações à Inforpress, o artesão José Ramos, residente no Tarrafal, reconhece que o processo é uma mais-valia para a classe, na medida em que poderão desenvolver um trabalho mais organizado.

Por outro lado, Mariana Santos, artesã do Tarrafal, também reconhece a importância do processo, mas defende que é necessários mais apoios ao sector do artesanato na ilha de São Nicolau.

No âmbito do processo de reconhecimento pretende-se atingir cerca de 600 artesãos em todo país, que poderão entrar no sector formal, sendo que o cartão terá a validade em todas as instituições públicas, como segurança social, finanças, o que irá permitir ultrapassar os problemas da informalidade.

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