A afigurar-se, visivelmente cansados, Nuno e Zeca, líderes, respectivamente, dos dois grandes grupos tidos como oficiais, Patchê Parloa e Gaviões, em competição, admitindo algum desgaste físico, exteriorizam, entretanto, que “valeu a pena o sacrifício”.

“Apesar de algum atraso que tivemos, estou muito mais satisfeito com o trabalho que este ano apresentamos. O nosso lema é cada ano fazer melhor. E fazemos algo jamais visto no Carnaval do Sal”, sublinhou Nuno, reclamando, entretanto, da falta de materiais no mercado salense, o que, conforme disse, dificulta e causa stress.

“Quase tudo é comprado fora… o que nos limita, e acaba por atrasar os processos, porque de avião é impossível trazer os materiais necessários. Estamos num concurso, mas independentemente dos resultados oficiais… felizes e realizados. Apresentamos um trabalho de excelente qualidade”, enfatizou.

Zeca, líder dos Gaviões, disse, por sua vez, sentir-se também feliz e realizado por todo o sacrifício dispensado para pôr a criatividade do grupo carnavalesco em evidência, no sentido de abrilhantar mais um Carnaval na ilha turística.

“Estamos satisfeitos com o trabalho apresentado. O público gostou. Mas foi muito esforço até pôr o Carnaval na rua este ano. Por falta de patrocínios, e os apoios que conseguimos chegam tarde. Mas, Gaviões conseguiu trazer um bom Carnaval à rua, aos salenses. É o que importa”, realçou Zeca.

No ano passado, o grupo carnavalesco Patchê Parloa foi o grande vencedor do certame na ilha do Sal, tendo conquistado a maioria dos títulos, durante a cerimónia de entrega dos prémios, na cidade turística de Santa Maria.

Gaviões, o maior rival de Patchê Parloa, nestas festas carnavalescas, penalizado pelo atraso de hora e meia, mereceu o melhor andor e música, ficando, desta feita, na terceira posição, contra Maravilhas do Sul, que ocupou o 2º lugar, enquanto Creola África, a 4ª posição.

Mas, o tradicional grupo Maravilhas do Sul não participou, este ano, no Carnaval como oficial, tendo-se inscrito como grupo de animação, desfilando apenas na cidade turística de Santa Maria, enquanto Creola África entendeu fazer uma pausa.

Alguns espectadores com quem a Inforpress teve oportunidade de conversar, são unânimes em dizer que, apesar do vento que se fazia sentir, valeu a pena assistir mais um Carnaval, que conforme dizem, superou todas as expectativas.

Logo à tarde, por volta das 17:00, haverá reposição do desfile e entrega dos respectivos prémios, tendo a autarquia investido para o efeito, cerca de um milhão de escudos.

Em termos de grupo, o primeiro lugar arrecadará trezentos mil escudos e o 2º lugar duzentos.

Este ano, não haverá prémio para o terceiro lugar, já que estiveram apenas dois grupos em competição.

O melhor Rei e Rainha levarão 60 mil escudos cada, enquanto Mestre-sala e porta-bandeira merecerão 40 mil escudos cada.

A Rainha da Bataria, 20 mil escudos, o melhor andor ganhará 150 mil escudos, e a melhor música 30 mil escudos.

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