Abraão Vicente, que presidiu o “ato simbólico” para assinalar o início das obras, nesta segunda-feira, no Mindelo, disse querer agora que as pessoas que visitarem São Vicente vejam que há um “grande centro” dedicado às artes, e com dois edifícios lado a lado, “um representando o passado e outro o futuro”.

Esta reabilitação, que, conforme a nova conceção, vai deixar de ter os muros de proteção tanto na parte da frente como no pátio, numa ideia, segundo a mesma fonte, de “liberdade” e de se celebrar uma “nova altura” no país, em que “as casas do Estado e do senhorio também passam a pertencer ao povo”.

“Queremos libertar a cidade e tirar todos os muros nos centros culturais, para que os sítios que eram apenas para investigação e acervo tornam-se num sítio aberto à cidade”, disse o governante, adiantando que este edifício vai representar um “novo momento” para a cultura, para os agentes criativos e culturais e para a cidade do Mindelo.

Desta forma, conforme Abraão Vicente, espera-se que o “potencial criativo” que não está no centro da cidade (morada) veja o novo CNAD como um “íman” para se encontrarem, neste que, assegurou, será o “maior centro cultural” construído em Cabo Verde pós-independência.

A reabilitação e construção do CNAD vão ser também, segundo a mesma fonte, o “maior investimento”, em cerca de 50 mil contos, de um Governo de Cabo Verde no setor da cultura.

“E para mim faz tudo o sentido que seja aqui no Mindelo”, salientou Abraão Vicente, que espera inaugurar o centro daqui há um ano, tal como o prazo estipulado para se finalizar as obras, com “grande festa”.

Para os arquitetos responsáveis, Eloisa Ramos e Moreno Castellano e também o diretor do CNAD, Irlando Ferreira, é um “grande sonho” que está a se materializar e projetado para criar um polo de atração ainda “mais forte” na cidade do Mindelo.

O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, assegurou, por seu lado, que com esta construção a cidade irá ficar “mais rica” e será uma mais-valia para todos.

O novo CNAD irá ser composto por três blocos, nomeadamente a parte antiga, que foi a residência do senador Vera-Cruz, que vai receber somente obras de reabilitação e melhoramento, o pátio que vai albergar uma loja e um café e ainda um anexo na parte traseira, que vai ser construído de raiz, com uma cave para se guardar os acervos, dois pisos para galerias, um piso para biblioteca e uma varanda e último piso para escritórios e ateliês.