O pedido foi feito ontem pela mentora do projecto Rabelarte, Maria Isabel Kouassi, “Misá” durante o acto da inauguração do projecto financiado pela Embaixada dos Estados Unidos que engloba vedação, reabilitação de casas, colocação de plantas, praças e uma esplanada.

Conforme lembrou a artista plástica, a reconstrução da aldeia dos Rabelados de Espinho Branco iniciou-se há 15 anos, tendo sido necessários seis anos de negociações para comprarem todo o terreno onde alberga actualmente todos os rabelados daquele concelho do interior da ilha de Santiago.

Aproveitando a presença do embaixador dos Estados Unidos da América, Donald Heflin e do presidente da câmara municipal, Herménio Fernandes, a mentora do projecto informou que a comunidade que tem contribuído para o turismo rural carece neste momento de obras de embelezamento, estética e de uma boa vedação da aldeia que os possa permitir implementar o “verdadeiro turismo”.

Segundo a responsável, do projecto da reconstrução da aldeia faltam ainda por concluir, as obras de um museu que vai edificar toda a história dos rabelados e “padres de terra”, praça dos artesãos, reabilitação de “funcos” (cabanas rectangulares de uma divisão feitas de cana e folha de palmeira).

Electrificação e água são outros desafios que a comunidade dos rabelados tem por vencer, tendo em conta que segundo disse almejam criar um jardim nesta aldeia.

A pintora Misá pediu ainda ajuda para que uma das mulheres que fez uma formação na instalação de painéis solares possa ser aproveitada, e que uma outra que faz massagem terapeuta com azeite de purga possa ter uma sala e um espaço para venda dos seus produtos.

Por sua vez, o edil micaelense, Herménio Fernandes, que manifestou a disponibilidade da autarquia em colaborar no desenvolvimento daquela comunidade, garantiu que vai trabalhar para que esta comunidade possa ter acesso à educação, ambiente, saneamento e a um conjunto de infra-estruturas básicas.

Informou ainda que a edilidade vai criar um Plano Director para o desenvolvimento desta comunidade, que vai passar pela requalificação urbana, cuja obras vão arrancar já nos próximos dias, permitindo criar emprego público para as famílias, principalmente neste ano da seca.

“Temos que empoderar cada pessoa que vive aqui, porque aqui temos um potencial grande que, bem explorado, com formação com infra-estrutura de suporte poderá ser um pólo atractivo para o turismo e para o desenvolvimento das artes”, enfatizou.