Wlodzimierz Szymaniak fez esta considerarão à Inforpress, à margem do lançamento do 4º número da revista “Leitura”, que aconteceu na Livraria Pedro Cardoso, na Cidade da Praia.

Conforme explicou, a leitura em Cabo Verde tem aumentado, destacando o aumento de publicações literárias anualmente verificadas no país.

Realçou que um grande exemplo do “bom momento” da literatura cabo-verdiana é o recente prémio Camões, que Germano Almeida acabou por vencer.

“Na verdade, o modelo de leitura mudou , podemos ler um livro eletrónico”, disse, indicando que a vantagem do livro de papel é que não se precisa de nenhum dispositivo e nenhum suporte tecnológico para aceder aos textos.

Para o professor, a literatura é um labirinto, onde há vários livros de várias áreas e, ao final, “sempre se encontra um fio que une vários géneros e vários autores literários, tudo relacionado com Cabo Verde”.

Nesta quarta edição, a revista traz como destaque principal uma entrevista com o poeta e prémio Camões 2009, Arménio Vieira, e pode-se ler ainda notícias sobre o mundo da literatura, resenha crítica da obra “A ponte de Kayetona”, de Eurydice Monteiro.

Na senda de dar oportunidade aos jovens talentos, a revista apresenta o escritor mirim Pedro Gabriel Sousa, que escreve sobre “Ti Júlia”, uma continuação, a partir de “A Ilha Fantástica”, de Germano Almeida.

O primeiro número foi apresentado em abril deste ano, e a revista, que é publicada de três em três meses, tem como objetivo promover o livro e incentivar a leitura e os jovens escritores a publicar as suas escritas.