Trata-se de uma obra que, segundo explicou aos jornalistas o vereador da Juventude, Cultura, Turismo e Formação Profissional de Santa Cruz, Jaquelino Varela, tem um “grande significado” e marca “grande passo” rumo à valorização da literatura, incentivando mais prática de escrita e leitura por parte de crianças e jovens.

“Acredito que a literatura pode ser também uma forma do desenvolvimento, porque através da escrita e leitura vamos ter munícipes e cidadãos mais esclarecidos”, declarou, acrescentando que isso estimula melhor participação no desenvolvimento e melhora a capacidade de se fazer críticas construtivas.

Jaquelino Varela adiantou, também, que esta obra é uma das iniciativas que a edilidade tem estado a desenvolver para promover hábitos de escrita e leitura.

“Além disso, temos estado a promover concursos de leitura, escrita, poesia e clubes de leitura, mas também estamos a fazer um grande esforço para reorganizamos a nossa biblioteca municipal, tornando-a mais atractiva, com mais livros, para as pessoas passarem a ler e escrever cada vez mais”, frisou.

A obra intitulada “Santa Cruz Skrebedu” é constituído por um conjunto de poemas que retratam a história, vivência e quotidiano do município, por isso, Jaquelino Varela considerou que é um presente aos munícipes, numa altura em que o concelho e mundo inteiro enfrentam a pandemia da covid-19.

“Isso demonstra toda a riqueza cultural de Santa Cruz e realço aqui a agricultura, pesca, pecuária, relação que nós temos com o mar”, mostrou, salientando, que o trabalho transmite a força e vontade dos santa-cruzenses.

Portanto, a ideia da organização não é parar por aqui, tendo em conta que existe grande número de jovens que escrevem, que não tiveram a oportunidade de participar nesta primeira edição.

Para reunir esses 28 poetas a câmara municipal utilizou as redes sociais e outros meios de comunicação para lançar o desafio, com a intenção de apresentar o livro há um ano, mas isso não foi possível porque na ocasião ainda não havia número de poemas suficientes.

Durante o lançamento da obra foi pedido um minuto de silêncio em memória a dois desses 28 poetas, curiosamente tio e sobrinho, que faleceram antes do lançamento deste trabalho.

O representante dos poetas, Cláudio Ramos, regozijou-se com a iniciativa, tendo em conta que, ao seu ver, Santa Cruz tem talento e fazer uma publicação “não é algo fácil”, daí a importância de uma antologia para cada um partilhar as suas obras.

“Para mim, ter participado neste trabalho é um momento de orgulho”, transmitiu o poeta, que retrata o quotidiano e vivência dos santa-cruzenses nas suas obras.

A capa do livro foi concebida pelo artista plástico santa-cruzense, Helder Cardoso, que se tem destacado no mundo da pintura dentro de fora do país.

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