O presidente da Instituto do Património Cultural (IPC), Hamilton Fernandes, disse hoje que Cabo Verde “está bem” em matéria de preservação do património cultural, apresentando um “sinal claro, vanguardista de uma gestão mais voltada para a sociedade civil”.

Hamilton Jari Fernandes falava à Inforpress à margem de uma palestra subordinada ao tema “Representatividade e a gestão do património africano na lista do património mundial”, que proferiu esta tarde na Universidade de Cabo Verde, Cidade da Praia, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Património Africano e do X aniversário de elevação da Cidade Velha a património mundial.

“Estamos bem”, respondeu, quando questionado pela Inforpress, citando “algumas transformações”, não só a nível institucional, que representam “uma mudança de atitude”, relativamente a determinadas abordagens, nomeadamente a necessidade de se trabalhar sobre planos de médio e longo prazo, como é exemplo o Plano Estratégico de Educação Patrimonial.

Hamilton Jair Fernandes falou ainda no trabalho de um inventário exaustivo, que, disse, é o que se tem feito neste momento com a aquisição de uma ferramenta de inventário, mas também que servirá para a gestão integrada de todo o património em Cabo Verde.

O país está também, segundo o presidente do IPC, num “momento interessante”, a nível da própria reforma institucional, que passa pela revisão da lei de base do património cultural que data de 90, até a criação da lei de base dos museus.

Aquela fonte acrescentou ainda a própria revisão do estatuto do Instituto do Património Cultural e a aposta que tem sido feita na valorização dos recursos humanos com acções de formação.

“Há um sinal claro, vanguardista de uma gestão mais voltada para a sociedade civil”, enfatizou.

Sobre a palestra, Hamilton Jair Fernandes afirmou que a mesma foi pensada no sentido de sensibilizar os alunos para a questão do património africano, fazendo contraponto em relação às boas praticas, a nível de gestão nos outros continentes.

Se tratando de alunos do curso de Gestão de Património Cultural, avançou, se pretendeu ver o conhecimento desses relativamente ao património cultural existente em Cabo Verde e “interagir, um pouco também, puxando-os em relação a esta temática.

Trata-se, de acordo com o presidente do IPC, de uma temática “muito transversal”, sobretudo no momento em que se fala da questão do turismo, da valorização do território e do desenvolvimento sustentável em Cabo Verde.

“A ideia é despertar nesses estudantes o interesse pela temática e abrindo um pouco o espectro relativamente a abordagem”, acrescentou, defendendo que o património não cinja apenas à memória, história, objecto ou referências hereditárias.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.