Luís Lopes, residente no Porto Novo, disse à Inforpress que mais do que ter vendido inúmeras peças de artesanato, a feira de Tenerife, em que participaram cerca de 200 artesãos de vários países do mundo, foi uma oportunidade para adquirir conhecimentos com os seus colegas.

“Foi ótimo participar nesse evento, já que ganhei muita experiência, graças ao intercâmbio com os 200 artesãos presentes”, sublinhou Luís Lopes, um exímio oleiro, que tem estado a apostar no resgate de utensílios antigos com potes, bindes, caldeiras, moringos e pratos tradicionais, que estavam a cair em desuso

Além-fronteiras, este oleiro é conhecido ainda pela sua participação já em feiras internacionais em Macau e França, em 2015.

Aliás, entre 2015 e 2018, este artesão santantonense participou já em feiras de artesanato em França, Macau, Luxemburgo e, agora, no Tenerife.

Luís Rodrigues Lopes, de 54 anos, começou cedo no artesanato, utilizando, inicialmente, as pozolanas e o cimento como matéria-prima e, depois de uma formação através do Atelier Mar, dirigido por Leão Lopes, que decorreu em 1991 e 1993, aprendeu a trabalhar em cerâmica, confecionando produtos de barro utilitários e para decoração.

“É caso da caldeira preta que ninguém já usava, mas que tem tido boa saída. Há também potes e moringos para água, bindes e pratos tradicionais. Igualmente, faço copos, vasos e outros que têm, normalmente, boa aceitação tanto em Cabo Verde, como no estrangeiro”, explicou.

Luís Lopes disse ter começado nessas andanças com muitas dificuldades, mas, hoje, apesar de um problema de saúde que o dificulta na “preparação do material”, exerce a sua profissão sem quaisquer constrangimentos, o que demonstra, a seu ver, que, com formação e seriedade, o artesanato no Porto Novo pode ser “um meio de vida” para muitas famílias.

JM/ZS