A cidade da Praia acolheu na sexta-feira, dia 15 de março, mais uma edição do Prémio Nacional de Publicidade. A noite ficou marcada pela entrega de 12 galardões, entre Prémios Palmeira e menções honrosas.

Vestidos a rigor, os anfitriões da noite, os apresentadores Carmen Araújo e Laurindo Vieira, deram as boas-vindas ao público presente para assistir à III edição do Prémio Nacional de Publicidade por volta das 20h30.

Após uma apresentação de todos os trabalhos a concurso, um total de 8 empresas concorreram ao PNP 2019 com 24 trabalhos, seguiu-se o momento de atribuição de prémios.

O Prémio Público de Publicidade, cuja votação decorreu na internet em parceria com o SAPO CV, foi conquistado pela Cidade Comunicações, que se estreou com esta campanha numa nova área de mercado, com o spot da empresa ‘Charles Company’.

A noite prosseguiu com a atribuição de uma distinção à Universidade Jean Piaget na categoria Prémio Júnior Universitário, sendo que este foi o primeiro ano em que a distinção foi atribuída.

Na categoria Publicidade Rádio venceu a campanha ‘Visolina’ da autoria da Agência Cabo-verdiana de Imagens, ACI, que acabou por se sagrar a empresa mais premiada da noite com mais três galardões conquistados.

Já na categoria Publicidade Print o vencedor foi a agência Lima Limão com uma publicidade para a Super Bock.

Entretanto, a categoria de Internet não teve vencedores, apesar de ter dois trabalhos a concorrer. Segundo a representante do júri, Arlinda Peixoto, tal aconteceu porque as empresas concorrentes não obedeciam aos critérios requeridos. A mesma fonte deixou um incentivo às empresas para que nas próximas edições apostem mais neste sector.

Na categoria de Branding Activation, recebeu novamente uma menção honrosa a empresa Lima Limão, com uma campanha para a empresa Maesk. Segundo António Adão, a agência gostaria de contar com mais concorrentes nesta categoria e deixou assim o incentivo para que mais empresas participassem no certame.

Responsabilidade Social foi a categoria que se seguiu em que a empresa Dikor recebeu o prémio Palmeira, na categoria TV, com a campanha sobre o “Ferro na Escola”, um prémio que foi dedicado à equipa de multimédia que desenvolveu o formato.

A Top Mais Media recebeu uma Menção Honrosa dentro da mesma categoria mas para Rádio.

Outra inovação desta edição foi a categoria de Agência Estrangeira onde a Extract Design conseguiu uma distinção com a campanha dos 90 anos da Caixa Económica de Cabo Verde.

Na categoria Campanha Integrada a vencedora foi novamente a ACI com uma publicidade para o aplicativo Muska da Unitel T+.

O ponto alto da noite foi a atribuição de distinções Bronze, Silver e Gold na categoria TV, em que foram galardoadas respetivamente as campanhas Play Free ( Unitel T+) da ACI, Powa Swag (CV Móvel) da Kriolscope e Visolina (Fimac) da ACI.

A noite contou com vários momentos musicais pela voz de artistas como Fattú Djakité, Mário Lúcio e Princezito e ainda Teté Alhinho.

Ao contrário das edições anteriores, a terceira edição da Gala PNP não contou com transmissão televisiva.

Agência Cabo-verdiana de Imagens conquista quatro Prémios Palmeira

A representante da ACI, Carmo Furtado, mostrou-se feliz com a segunda participação da agência nos prémios PNP. “Esta gala teve um sabor muito bom para nós. A Visolina foi a nossa grande aposta, para já em criar uma música só para o spot e também por ser um spot com graça. (A Visolina) espelha todas as mulheres cabo-verdianas”.

A mesma fonte confessou que a ACI ficou surpreendida com os prémios e agradeceu também às empresas que apostaram na agência para as respetivas campanhas.

Quanto às poucas empresas concorrentes aos PNP, Carmo Furtado também lamentou este facto e deixou um incentivo aos outros representantes da área. “Há que não ter medo de concorrer. Quanto mais concorrência houver, mais força ganha esta gala. Precisamos de mais gente concorrer, mesmo de outras ilhas”.

Maior ousadia das empresas

O cineasta brasileiro Joel Zito Araújo que presidiu o júri dos PNP mostrou-se surpreendido com a qualidade dos trabalhos produzidos em Cabo Verde, que classificou como sendo de qualidade internacional.

Em jeito de balanço, o presidente do Júri afirmou que o futuro da publicidade em Cabo Verde passa pelo desafio da publicidade na Internet, onde este ano não foram atribuídos troféus. “Saber como trabalhar com os media sociais. A única deficiência que nós identificamos neste ano é o facto de as pessoas enviarem para a Internet o mesmo trabalho que eles elaboraram para a Rádio e TV, , mas as Media Sociais tem uma outra linguagem. Esse é o desafio”.

A sugestão de Joel Zito Araújo é que os criativos cabo-verdianos estejam atentos e procurem se adequar a este campo de comunicação cada vez maior.

“Nesta área o futuro é de ouro. Tudo depende de nós: as empresas do sector, os criativos, os produtores, as agências”,  afirmou a diretora do PNP, Maria Martins.

A representante da EME Marketing e Eventos afirmou acreditar que existe uma certa ‘subestimação’ do seu trabalho pelas próprias empresas o que poderá estar a levar as mesmas a não concorrer ao PNP.

“Só concorrendo que efetivamente temos mais e melhor trabalhos neste sector, que temos a possibilidade de nos internacionalizarmos”.

O evento que decorreu no espaço Nice Kriola na Achada S. António terminou com um jantar dançante.