Em declarações aos jornalistas, o artista explicou que a sua obra de arte representa um “pouco da transcendência e contemporaneidade”, com o objectivo de fazer com que as pessoas se familiarizem com as artes.

“Ainda há uma certa lacuna no que se diz respeito à interpretação das artes contemporâneas”, demonstrou, salientando que a sua exposição é uma forma de utilizar as partes do interior de um artista, para revelar “algumas sensações estranhas e arrepiantes”, que transmitem sensações para apreciadores.

Tudo isso, adiantou, com a intenção de fazer as pessoas, visitantes e críticos reflectirem sobre as suas obras.

Conforme explicou Paulo Rosa, a escolha do título “Sentenças” para a sua exposição, surgiu num sentido conotativo, tendo em conta que as artes são transcendentes a todas as áreas, o que possibilita os artistas brincarem com o sentido das palavras.

“Creio que cada um de nós é a nossa própria sentença. Quando se fala de sentenças, logo pensamos em sentenças judiciais, mas aqui é quase uma espécie de acção e reacção”, esclareceu.

Nascido a 26 de Dezembro de 1969, Paulo Rosa estudou Artes em Portugal e Construção Civil em Cabo Verde.

Já leccionou aulas de pintura na Aldeia Infantil SOS de São Domingos, Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), assim como no Liceu Domingos Ramos, Instituto Universitário de Educação e na Universidade Lusófona de Cabo Verde.

Foi também professor e coordenador de workshops e cursos de pintura na Direcção-Geral da Juventude e Desportos.

Na área da Construção Civil trabalhou como técnico na câmara municipal de Ribeira Grande de Santiago.

Paulo Rosa, que já foi agraciado com o primeiro prémio de concurso nacional de pintura e contemplado com o diploma de mérito cultural pelo Ministério da Cultura, é actualmente membro da Comissão de Artes Plásticas na Sociedade Cabo-verdiana de Autores (SOCA).

Já fez várias exposições no país e na diáspora.

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