Em declarações à Inforpress, o fotógrafo explicou que a exposição é resultado de uma viagem que fez a Cabo Verde no passado mês de Março em que, “encantado com  o arquipélago”, fotografou lugares e pessoas nas ilhas de Santiago e Maio.

“Eu já tinha feito um trabalho cujo título era ao som da luz e Lisboa. Em Março estive em Cabo Verde e fotografei essencialmente em Santiago e estive também no Maio”, concretizou, explicando que para além da luz de Cabo Verde, que é “cativante”, dos filtros que tem ao amanhecer a caminho do Tarrafal, as diferenças de cores “e tudo mais”, apercebeu-se que Cabo Verde tem musicalidade.

“Aqui toda gente canta ou toca qualquer coisa”, elucidou.

Apesar de ser “impossível fazer as fotografias ao som da música”, prosseguiu Fernando Pina, o mesmo quis que as 50 imagens de Portugal e de Cabo Verde, captadas sob o seu olhar de forma espontânea e que estão patentes no Palácio da Cultura Ildo Lobo, reflectissem a vivência desses dois países.

O fotógrafo português considera-se um amante das fotografias de rua a preto e branco, que desde muito jovem teve a certeza de que o seu lugar no mundo das profissões seria na fotografia.

Conforme explicou, as fotografias de Portugal são quase todas de rua e a preto e branco, mostrando-se, por outro lado, fascinado por Cabo Verde ser um país que tem “magnetismo, música, morabeza, luz e encanto”.

“Sou fotógrafo e ando sempre com a minha máquina fotográfica, gosto de ser surpreendido, e nesse período que estive nessas duas ilhas fui apanhando os lugares e as pessoas sob o meu olhar”, sintetizou.

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