Em declarações à Imprensa, o escritor explicou que a intenção é alertar as pessoas sobre a situação actual do mundo, que, no seu entender, está cheio de sobressaltos, destacando “problemas” a nível das alterações climáticas, terrorismo, falta de amor e de humanismo.

“O livro está dividido em duas partes. A primeira parte, traz um conjunto de poemas sobre o estado e situações causadas pelo homem quando devasta florestas, saqueia os recursos naturais da terra, ou seja, o homem faz e desfaz, e a segunda parte é que eles esquecem que há qualquer coisa superior que corrige o que vai mal, que é Deus”, referiu o autor, explicando que se trata de uma obra de “fácil leitura”.

Para a apresentadora da obra, Fátima Fernandes, o autor trata essa questão de uma forma “filosófica”, com uma escrita poética “extremamente madura” no sentido de ser o autor mais idoso cabo-verdiano e que cuja trajectória de vida e de escrita é muito rica e extensa.

“Eu vejo o “Teresias” como uma espécie de “auto-retrato” que, através dessa figura clássica, procura dar-nos um pouco a reflectir sobre o que tem sido as últimas décadas e fecha com uma leitura interessante do Apocalipse como se a conferencialidade bíblica nos pudesse acompanhar mais de perto”, afirmou.

Para Fátima Fernandes, Oswaldo Osório pode ser um dos pilares construtores da escola da modernidade poética cabo-verdiana, uma vez que ele faz parte de uma geração que veio dar um passo em frente na construção da identidade literária cabo-verdiana, iniciada por autores como Corsino Fortes, Mário Fonseca, entre outros

Oswaldo Osório, pseudónimo literário de Osvaldo Alcântara Medina Custódio, nasceu no Mindelo a 25 de Novembro de 1937, distingue-se como poeta e contista, sendo um dos fundadores do caderno de cultura do Notícias de Cabo Verde, Sèlo.

Fez os estudos secundários e o seminário em Nazareno, tendo exercido várias funções profissionais, como trabalhador de rádio, funcionário público, empregado de comércio, presidente da União dos Sindicatos, director do “Suplemento de Poesia dos Anos 80”, Voz di Povo, co-fundador da página de cultura Seló, onde iniciou a sua actividade como poeta e prosador.

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