O autor desta exposição, de 40 quadros, que está enquadrada na rubrica “Talentos Consagrados”, disse à Inforpress que a amostra fala sobre uma utopia ligada à uma civilização, que almeja abundância, harmonia, justiça, equilíbrio e outras questões que o ser humano gostaria de ter na sua sociedade.

“A exposição também aborda o contrário”, afirmou Oleandro Garcia, para quem “o homem não consegue atingir o patamar da felicidade devido a conflitos com o seu semelhante, que engloba guerra, conflitos, desordem, desequilíbrios e injustiça”.

O artista informou ainda que se baseou na ideia do poeta uruguaio Eduardo Galeano, que diz: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

Na exposição estarão ainda, segundo Oleandro Garcia, “diversos temas” retratados como crianças soldados, um drama vivido na África, Ásia e outras partes do Globo.

O artista retrata músicos, poetas, escritores, nomeadamente Eugénio Tavares, com alguns retratos e “outras coisas simbólicas” sobre esta figura.

“Tem também uma homenagem a Charlie Parker, o famoso homem do Jaz norte-americano negro”, acrescentou o artista, resumindo a exposição em “temas múltiplos da sociedade, desde o lado cultural e por aí em diante (…), mas sempre com uma abordagem e linguagem de arte contemporânea”, explicou.

Oleandro Pires Garcia é professor, ilustrador, designer gráfico e nutre uma paixão pelas artes plásticas.

Natural da cidade da Praia, ilha de Santiago, Garcia já participou em exposições conjuntas, como “Cabo Verde Contemporâneo” – 2016; “Um corpo dos kurson” – 2017; “Exposição Coletiva na Cimeira da CPLP” e ainda no projeto de arte urbana em Achada Grande Frente.

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