Natacha Magalhães falava em declarações à Inforpress, no final de uma atividade de contar estórias para os alunos da escola do Ensino Básico Integrado de Safende, na Biblioteca Nacional, na capital, enquadrada nas comemorações do Dia Mundial do Livro e dos Autores, que se assinala nesta terça-feira, 23.

Mais do que contar estórias, a escritora proporcionou a essas crianças uma forma diferente de ter o contacto com o livro, fazendo recurso aos fantoches para dar vida às personagens dos livros.

Para esta escritora, é muito importante que haja elementos visuais nestas atividades porque ajuda as crianças a prestarem mais atenção na estória e ao mesmo tempo se interagirem.

“Através das estórias interativas é possível estimular a imaginação das crianças e pô-las também a contar a sua própria estória.
Foi muito bom, mas também serviu para vermos que temos cada vez mais que apostar na contação de estórias e levar o livro às crianças, porque são crianças dos espaços mais periurbanos que nem sempre têm acesso ao livro”, afirmou.

Defendeu ainda a necessidade da Biblioteca Nacional fazer mais atividades do género, porque, segundo disse, o contar estórias é o primeiro passo para aproximar as crianças do livro e serve ainda para estimula-las a ler outras estórias e, consequente, a procurar mais livros.

A Biblioteca Nacional, segundo a curadora, Adelaide Monteiro, assinala a efeméride sob o sigo da “literatura infantojuvenil”, levando a dinâmica da leitura às escolas da Ilha de São Nicolau e da Cidade da Praia.

Apostam ainda na formação de curta duração para os dinamizadores da leitura e na disponibilização de livro infantojuvenil, com descontos, através de uma feira de livro que decorre de hoje, no hall da entrada da Biblioteca.

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